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Empresas

Agrotools anuncia doação de R$1 mi em soluções para empresas menores da Amazônia

Objetivo da companhia é alimentar o “compliance” socioambiental no segmento.

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A Agrotools anunciou nesta segunda-feira que doará 1 milhão de reais em soluções digitais para empresas de menor porte que atuam no agronegócio da Amazônia, visando alimentar o “compliance” socioambiental no setor.

Segundo a empresa de tecnologias agrícolas, a doação oferecerá tecnologia e ciência de dados para munir frigoríficos, cerealistas, cooperativas e outras pequenas e médias empresas do agronegócio que adquirem produtos vindos da agropecuária local e estão no “ponto-cego” da Amazônia.

A operação será realizada em conjunto com “parceiros estratégicos”, e foi anunciada pela Agrotools durante conferência sobre a região promovida pelo banco Itaú.

Os negócios que pretende ajudar não possuem condições técnicas para obedecer regras ambientais e serem considerados parceiros pelos grandes compradores da cadeia, explicou a nota da empresa.

“Vamos doar uma solução ampla para os pequenos atores do agronegócio na Amazônia”, disse Sérgio Rocha, fundador e CEO da Agrotools, completando que o plano não é excluir quem não está em “compliance”, mas reconhecer problemas e encontrar soluções.

“Queremos que (as pequenas empresas) tomem conhecimento sobre como seus compradores os enxergam, identificando problemas passíveis de serem resolvidos para que possam estar inseridos no mercado da Amazônia responsável”, disse Rocha.

O executivo acredita que é importante destacar que há uma “agenda positiva” sobre a região. Embora não haja uma Amazônia totalmente blindada contra práticas socioambientais inadequadas e os números negativos sejam impactantes, não se pode jogar “na vala comum” a idoneidade de todo o agronegócio, acrescentou ele.

O desmatamento na região têm sido alvo de discussões ambientais no país e até globalmente, em momento em que o foco do mercado nas práticas ESG (ambiental, social e governança) cresce.

A Amazônia brasileira perdeu 11.088 quilômetros quadrados de floresta entre agosto de 2019 e julho de 2020, aumento de 9,5% ano a ano maior nível em 12 anos, de acordo com dados do Prodes divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“Nossa intenção, com essa iniciativa, não é fazer uma peneira, descartando os não conformes, mas promover a inclusão”, disse o executivo.

A metodologia GEoID irá distribuir as soluções oferecidas pela Agrotools. A Identidade Geográfica (GeoID) é uma metodologia da empresa que hoje acompanha mais de 100 milhões de hectares dentro dos limites da Amazônia, identificando os territórios de produção e permitindo a entrega da “ferramenta certa” para aqueles que querem fazer a verificação socioambiental antes de comprar produtos do campo na Amazônia.

A companhia afirmou que o processo contará com a participação do Itaú e ferramentas de inteligência artificial, além de critérios de seleção próprios.

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Ações, Units e ETF's

PicPay se prepara para oferta inicial de ações na Bolsa

Fintech teve crescimento impulsionado em 2020, em razão da pandemia de Covid-19, que estimulou o uso de serviços financeiros digitais.

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PicPay

Diante do contexto competitivo no setor bancário, o PicPay aquece para ingressar na lista de companhias de tecnologia que devem abrir capital em 2021. A carteira digital foi difundida no Brasil por possibilitar transferências instantâneas entre contas de bancos distintos e vem constantemente atualizando as suas soluções financeiras.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, a fintech ainda não formalizou o contrato com o sindicato responsável pela estruturação de sua oferta. Entretanto, a empresa já deu início aos acordos.

O PicPay expandiu aceleradamente em 2020, principalmente depois do começo do isolamento social, imposto pela pandemia de Covid-19. Como consequência, foram impulsionados os serviços financeiros digitais. 

A carteira digital foi fundada em 2012 por um trio de empreendedores de Vitória, no Espírito Santo. Em 2019, a companhia foi comprada pelo Banco Original, da J&F, que também gere a JBS.

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Empresas

MRV lsnçs incorporadora Sensia, voltada a consumidor com renda de até R$ 11 mil

Empresa estreia seus trabalhos em Campinas (SP), mas tem planos de se expandir por mais cinco locais do país.

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Imóvel

A MRV Engenharia se prepara para entrar em um novo segmento no mercado. O lançamento da Sensia, novo negócio voltado para clientes de classe média, com residências de R$ 300 a R$ 500 mil. O lançamento ocorre em janeiro e começa em Campinas (SP), mas já estão sendo estudados projetos para mais 4 lugares, que são: Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). 

A nova incorporadora tem grandes chances de fazer sucesso no mercado, com a demanda do negócio, os preços atrativos e os juros mais baixos. A Sensia vem com a proposta de ajudar os consumidores com renda de R$ 7 a R$ 11 mil mensais, a conseguirem a casa própria. 

Dentre os planos da incorporadora, estão as torres de 250 unidades, com valor de aproximadamente R$ 344 mil e fachadas onde o cliente possa customizar, para deixar com a sua própria identidade. Em 2021, é esperado um lucro de R$ 500 milhões e no ano de 2023 é planejado o alcance de 3 mil novas unidades, com rendimento de R$ 1 bilhão. 

Eduardo Fischer, copresidente do grupo, afirmou ao Broadcast que está muito otimista. “Se tivermos a competência como sociedade e fizermos o que precisa ser feito para manter a taxa de juros baixa, esse mercado vai explodir. Investimos mais pesado agora porque enxergamos que essa bandeira tem um grande potencial de crescimento. Nos últimos seis meses, pisamos no acelerador e estamos atentos especialmente à construção do landbank (estoque de terrenos)”, concluiu. 

Além da Sensia, a MRV possui outros negócios. A Urba é uma loteadora focada em condomínios fechados para baixa renda. Além disso, a empresa também tem parceria com o Minha Casa Minha Vida (MCMV), a subsidiária norte-americana AHS e a Luggo, empresa focada na locação de imóveis. 

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Empresas

XP Empresas alcança R$ 50 bi em ativos sob custódia

Unidade foi criada há cerca de um ano com foco em companhias com receita anual entre 50 milhões e 1 bilhão de reais por ano.

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A XP Inc somou em dezembro por volta de 50 bilhões de reais em investimentos sob custódia de empresas e pretende dobrar sua rede de atendimento a esse segmento em 2021, movimento que integra sua meta de alcançar cerca de 100 bilhões de reais nos próximos 18 meses.

Segundo o chefe da XP Empresas, Rodrigo Moreira, os planos fazem parte de estratégia da XP para diversificar a base de clientes, ainda muito centralizada em pessoas físicas.

A unidade foi criada há cerca de um ano com foco em companhias com receita anual entre 50 milhões e 1 bilhão de reais por ano, e atendeu no começo companhias de pessoas que já eram clientes pessoa física na XP. Em 2020, a divisão passou a oferecer crédito, além de derivativos de balcão e soluções de câmbio.

Contudo, com consequências econômicas o aumento da taxa de poupança entre as famílias, efeitos da pandemia, um movimento parecido ocorreu no meio empresarial, levando várias das empresas que conseguiram sobreviver à recessão a também engordarem o caixa e a procurarem melhores ferramentas de gestão para esses recursos do que as oferecidas nos bancos.

Tal tendência foi inédita no país, onde a taxa de poupança das empresas, assim como das pessoas, sempre foi historicamente baixa. Mas a pandemia trouxe a percepção da necessidade de aumentar o caixa, o que ficou mais acessível com o corte do custos de capital, com a Selic a 2% ao ano, afirmou Moreira.

“Mas em quase 100% das vezes, os grandes bancos oferecem que as empresas apliquem recursos do caixa em CDB; mas a maturidade delas sobre gestão de caixa tem crescido e elas estão procurando por alternativas melhores”, disse o executivo.

Esse quadro está dando vazão para os planos de tentar diversificar as fontes de captação, explicou a XP.

Atualmente, por volta de 60% dos investimentos financeiros no Brasil são de pessoas físicas, com as empresas ficando com pelos outros 40%. Considerando a origem de foco no varejo desde seu surgimento, a XP tinha cerca de 90% dos ativos sob custódia derivados de pessoas físicas, quando seu braço para empresas começou a operar.

Daí em diante, acrescentou Moreira, a captação oriunda de empresas tem girado em torno de 20% do total da XP, mas cresceu um pouco em relação ao total, visto que neste ano também têm sido fortes as entradas de recursos por parte das pessoas físicas.

A XP, que tem hoje uma base de 35 mil empresas clientes – um aumento de 70% em 12 meses, espera dobrar seu atendimento especializado a empresas para 250 de seus 659 escritórios no fim de 2021.

“Vejo potencial para podermos dobrar nossos ativos de empresas sob custódia em 18 meses”, finalizou o executivo.

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