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Agronegócio

Em SP, preço do frango aumenta 56,5% em um ano e tem maior alta desde 2004

Alto custo de insumos para a produção e aumento da procura pelo alimento influenciaram demanda

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O frango, que era a substituição mais “em conta” para a carne bovina, não tem ficado muito para trás. Só este ano, em São Paulo, o corte congelado teve um aumento de 56,5%, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agronomia (Esalq-USP) de Piracicaba (SP).

Veja também: O impacto das geadas nas plantações: preços de alimentos tendem a aumentar mais

Os dados do Cepea foram analisados comparando o preço do produto desde agosto de 2020 até este mês, fazendo uma média das regiões do estado de São Paulo. E concluiu-se que o índice é a média mensal mais alta registrada desde 2004.

Variações

Segundo levantamento, em agosto de 2020, o preço do frango congelado custava, em média, R$ 5,04. Já no mesmo período de 2021, a peça está sendo comercializada a uma média de R$ 7,89, o que corresponde a uma variação de 32,8%.

Em janeiro, o preço do frango estava R$ 5,94, e agora em agosto chegou aos R$ 7,89, uma média de preço recorde, segundo o Cepea.

De acordo com a pesquisadora do Centro, Juliana Ferraz, a baixa no poder de compra da população diante da pandemia e a consequente queda no consumo influenciaram esse cenário. “Isso tem feito com que as pessoas migrem do consumo de proteínas mais caras, como a bovina e até mesmo a suína, para a proteína de frango, que é a mais barata no mercado. Além disso, os principais insumos da atividade, que são milho e farelo de soja, estão em patamares bastante elevados. E o reflexo da geada nas lavouras comprometeu a produção da ração animal”, explica.

Jornalista desde 2015. Pós graduada em Comunicação e Marketing desde 2020. Contadora de histórias desde sempre.

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