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Fim de tapering, petróleo e ICMS único pautam Ibovespa da quinta

Enquanto injeção bilionária acaba em novembro, commodity avança e governadores acusam perdas

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Embalados pela confirmação, para novembro próximo, do fim da injeção bilionária mensal de US$ 120 bilhões pelo Federal Reserve (Fed) à economia americana (tapering), assim como os bons resultados do terceiro trimestre (3T21) por parte de instituições financeiras ianques, os juros futuros norte-americanos avançam, nessa quinta-feira (14).

Inflação na meta – Da maior economia mundial, também, vêm dados positivos em relação à inflação, que subiu 5,4% em abril, no comparativo anual, conforme consta da ata final da reunião do Federal Open Market Committee (Fomc), divulgada ontem (13). O bom momento estadunidense está precificado pelo comportamento de suas bolsas ontem, em que o Dow Jones ficou estável em 34.377,81 pontos, o S&P avançou 0,3% e o Nasdaq teve alta de 0,7%. No início da tarde, a Agência Internacional de Energia (AIE) divulga dados semanais sobre estoques de petróleo, com previsão de aumento diário da oferta em de 140 mil barris.

Leilão de swaps – No plano doméstico, a atenção do investidor ainda observa os desdobramentos da aprovação, nessa quarta-feira (13), do texto que institui o ICMS fixo incidente sobre os combustíveis, além da oferta de leilão de swap extra de até 20 mil contratos (US$ 1 bilhão) pilotada pelo Banco Central nessa quinta (14). Igualmente na agenda, a divulgação do desempenho do setor de serviços local em agosto pelo BC, com estimativa de avanço mensal de 0,5% e anual de 16,3%, pela consultoria Refinitiv.

Ásia sobe – Na Ásia, as bolsas fecharam em alta hoje (14), em que pese o avanço da inflação ao produtor na China, que assinalou alta de 10,7%, pouco acima dos 10,5% previstos, inicialmente, por analistas consultados pela agência britânica Reuters.

Europa idem – Já na Europa, o Stoxx 600 – composto por ações de 600 empresas de 17 países europeus – sobe 0,8%, puxado pelo desempenho positivo da maior parte dos setores econômicos, com destaque para o de recursos básicos.

ICMS único – Na agenda econômica do Congresso, o destaque fica para a aprovação, ontem (13) pela Câmara dos Deputados, do texto principal do projeto que unifica, além do ICMS incidente sobre os combustíveis no país, também a rejeição por parte dos governadores, que alegam perdas de até R$ 24 bilhões com a medida. Eles argumentam que o problema tem origem na política de preços praticada pela Petrobras, que atrela os reajustes à variação do preço do petróleo no mercado internacional. De acordo com o texto aprovado,

Tributação dupla – Igualmente traz luz à discussão – de fundo eleitoreiro, de parte à parte – a apuração recente, realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que dá conta de que tributos federais e estaduais correspondem hoje a 40,7% do preço da gasolina. Diante de uma carga tributária tão expressiva, que representa quase a metade do preço final ao consumidor, tanto estados quanto União têm sua cota de responsabilidade pela carestia do principal item de consumo que movimenta a economia nacional, mas também a inflação, pelo peso de seu custo sobre todas as cadeias produtivas nacionais, independente de discursos políticos bem calibrados, enquanto o pleito de 2022 não chega. Segundo o projeto, “as alíquotas específicas serão fixadas anualmente, mediante vigência por 12 meses, a partir da data de sua publicação”.

Precatórios na ribalta – Já no que toca à PEC dos Precatórios, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) previu, na quarta (13) que esta deverá ir à votação na próxima semana, “quando todos os prazos estarão vencidos e a gente trará a plenário. Eu acredito numa vitória tranquila dessa PEC, porque há a necessidade realmente de se organizar o Orçamento do Brasil”, reforçou. Para se tornar lei, porém, a PEC precisará de 308 votos entre os 513 deputados em dois turnos de votação.

Principais indicadores  

Estados Unidos

*Dow Jones Futuro (EUA), +0,61%
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,66%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,75%

Europa

*FTSE 100 (Reino Unido), +0,74%
*Dax (Alemanha), +0,84%
*CAC 40 (França), +0,81%
*FTSE MIB (Itália), +0,9%

Ásia

*Nikkei (Japão), +1,36% (fechado)
*Shanghai SE (China), -0,1% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), (não abriu)
*Kospi (Coreia do Sul), +1,5%

Commodities e Bitcoin

*Petróleo WTI, +1,06%, a US$ 81,27 o barril
*Petróleo Brent, +1,13%, a US$ 84,13 o barril
*Bitcoin, +4,78% a US$ 57.649,84
*Sobre o minério de ferro: **O minério negociado na bolsa de Dalian teve queda de 2,9%, a 736 iuanes, o equivalente a US$ 114,37.
USD/CNY = 6,44

Sou um profissional de comunicação com especialização em Economia, Política, Meio Ambiente, Ciência & Tecnologia, Educação, Esportes e Polícia, nas quais exerci as funções de editor, repórter, consultor de comunicação e assessor de imprensa, mediante o uso de uma linguagem informativa e fluente que estimule o debate, a reflexão e a consciência social.

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