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Ingresso de capital externo no mercado movimenta US$ 9,2 bilhões

Papéis brazucas ‘descontados’ atraem aporte externo crescente; ações receberam US$ 4,3 bilhões

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Crédito: administradores

Ir às compras na baixa. A máxima do mercado financeiro está sendo praticada à risca pelo investidor estrangeiro, que tem direcionado seus recursos ao mercado nacional, de forma crescente nas últimas semanas, uma vez que os papéis nacionais estão muito ‘descontados’ ou ‘baratos’.

Volume de derivativos – O ‘otimismo’ estrangeiro com relação ao potencial de atratividade das ações brasileiras e de outros ativos nacionais pode ser medido pelo volume de derivativos (US$ 9,2 bilhões) colocados pelos ‘gringos’ por aqui, com um detalhe: apenas nas três semanas de ‘aposta no real’, patamar não verificado há quatro anos.

Ingresso de R$ 23 bi – No mesmo período, as ações locais registraram ingresso de R$ 23 bilhões o equivalente a US$ 4,3 bilhões de não residentes este mês.

Selic amiga – Ao mesmo tempo, analistas admitem que o aperto monetário, via alta consecutiva da Selic (que subiu mais de 7 pontos percentuais, em menos de um ano, e hoje está próxima de superar dois dígitos) é um dos fatores determinantes do afluxo considerável de dinheiro offshore convertido para o país.

Emergentes priorizados – Além disso, especialistas entendem que o movimento offshore, no momento, tem priorizado os mercados emergentes, ante a perspectiva de redução de estímulos monetários, por parte das economias mais desenvolvidas

Demanda expressiva – Ao mesmo tempo, ativos vinculados a commodities também têm apresentado demanda expressiva, o que tende a favorecer economias latino-americanas, mais seguras para negócios que outras regiões conflagradas do planeta, como o Oriente Médio e a Europa Oriental (vide invasão iminente do urso russo da república ucraniana.

Ambiente favorece – Para o estrategista de moeda do Barclays Capital, Juan Prada, “o ambiente global favorece moedas de alto rendimento vinculadas a commodities, onde o posicionamento não está lotado”, para quem “o carry protege contra aumentos do Fed”.

Títulos de dívida – Em que pese a preocupação constante com o desfecho do processo eleitoral, no segundo semestre do ano, o interesse por títulos de dívida e ações locais permanece em alta, o suficiente para que o real hoje exiba valorização de 3,7% este ano, depois de perder por vários dias. No mesmo período, as ações também cresceram 7,8%, acima da média de indicadores globais. Já a posição em dólar dos bancos bateu recorde de US$ 69,8 bilhões.

Em andamento – Na visão do corretor de câmbio da Galápagos Capital, Valter Filho, “a entrada estrangeira ainda está em andamento nas ações e nos títulos de longo prazo”.

Chile e Peru na cabeça – Mas esse perfil comprador avassalador do investidor de fora, no entanto, não é exclusividade do Brasil, uma vez que, no ranking das cinco principais moedas com melhor desempenho do mundo este ano, quatro são da América do Sul, com liderança compartilhada entre o peso chileno e o sol peruano liderando, cujas respectivas economias têm em comum, a base em commodities e bancos centrais ‘agressivos’.

Swaps turbinados – No caso do Chile, as autoridades decidiram, esta semana, elevar os juros locais em 150 pontos-base, o que serviu para turbinar os swaps de curto prazo, assim como o apelo da moeda para os traders.

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