Conecte-se conosco

Agronegócio

Por falta de contêineres, Brasil deixa de exportar US$ 500 mi em café

Mercado de proteína animal também segue afetado pela situação

Publicado

em

A falta de contêineres para as exportações continua afetando as negociações mundiais. E o Brasil não ficou de fora. Com os impactos causados pela pandemia, a demanda reprimida gerou impacto negativo no uso dos equipamentos. E o setor produtivo é quem sofre as consequências.

Segundo o diretor-executivo do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, o setor cafeeiro perdeu meio bilhão de dólares com a falta de contêineres. “Deixamos de exportar mais de U$ 500 milhões, 3,5 milhões de sacas, nesses últimos meses”, afirmou.

De acordo com o diretor do Cecafé, o país representa 1,3% do mercado global de cargas em contêineres, e os contêineres representam 7% em volume, porém, 42% em valor, por conta das cargas com maior valor agregado.

Já o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, informou que apesar do setor de aves, suínos e ovos ter se mantido nas exportações, foram perdidas oportunidades diante da falta dos equipamentos. “Não está faltando no geral. O que falta é a gente conseguir acompanhar as oportunidades que seguem. O setor continua crescendo, mas está tendo mais dificuldade”, afirmou.

Em agosto, entidades do agronegócio e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) solicitaram uma reunião ao Ministério da Infraestrutura pedindo um debate que possibilitasse a elaboração de um plano de contingência. O Minfra informou que tem discutido diretamente com o setor alternativas que amenizem o problema. Mas afirmou que a escassez de contêineres ainda persiste. “Como a navegação é uma atividade realizada por empresas privadas, a disponibilidade de contêineres parte das estratégias operacionais de cada companhia”, informou em nota.

Ainda segundo o presidente da ABPA, é preciso um plano de ação a médio e a longo prazo. “É importante que a gente evolua. Precisamos pensar nisso: construir novos portos, fazer concessões, colocar dinheiro quando for o caso, buscar situações”, concluiu.

Jornalista desde 2015. Pós graduada em Comunicação e Marketing desde 2020. Contadora de histórias desde sempre.

Publicidade
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

MAIS ACESSADAS