Investimentos
Banco do Brasil vai bem na Bolsa: vale a pena investir neste momento?
Apesar de bons números, risco político com início de novo mandato presidencial liga o alerta do mercado. Saiba qual é a recomendação
Nesta semana, o Banco do Brasil surpreendeu. Enquanto analistas controlavam as expectativas, ainda pasmos com os resultados recentes apresentados por Bradesco e Santander, o banco controlado pelo governo federal deu mostras de enorme saúde financeira. O lucro ajustado do terceiro trimestre foi de R$ 8,36 bilhões. A cifra é 62,7% superior à registrada um ano antes, ficando acima da previsão média que apontava o mercado, na casa dos R$ 7,3 bi.
Ao mesmo tempo, a rentabilidade ajustada sobre o patrimônio foi de 21,5%. Ou seja, 7,2 pontos percentuais acima da anotada no ano passado. Entre outros índices animadores, o BB anunciou ainda a distribuição de cerca de R$ 2,3 bilhões em dividendos e juros sobre o capital próprio (JCP). As novidades foram um sopro de esperança em meio às perspectivas ruins com o setor financeiro, até mesmo pelo cenário macroeconômico atual, que favorece a inadimplência, por exemplo.
Em nota, Fausto Ribeiro, presidente-executivo do banco, disse que “os resultados que apresentamos se originam do bom desempenho da margem financeira bruta, da diversificação nas receitas com serviços, despesas sob controle e capital forte”. O otimismo reflete-se na previsão de lucro para o ano, que deve ficar entre 30,5 bilhões e R$ 32,5 bilhões. Anteriormente, imaginava-se que o lucro fosse girar entre R$ 27 bilhões a R$ 30 bilhões.
Destino incerto
A dúvida que não quer calar agora é sobre qual será o futuro do Banco do Brasil com Lula. Diante da intenção do petista de utilizar os bancos públicos como instrumentos de financiamento de políticas sociais, o cenário pode mudar. A Genial Investimentos, por exemplo, elogiou a gestão da instituição e diz ter otimismo em caso de manutenção da estratégia. A corretora alerta, porém, para o risco político diante da mudança iminente de visão sobre o papel do banco e seus negócios.
“Estamos otimistas com o operacional do banco caso consiga dar continuidade a estratégia corrente. No entanto, com o novo mandato presidencial começando, podemos ver mudanças no alto escalão do banco. Se não fosse esse risco político, certamente a diferença de valuation iria fechar rapidamente estimulados pelos bons resultados. De qualquer forma, acreditamos que o mercado irá reagir positivamente ao 3T22, principalmente após os resultados fracos de Bradesco e Santander com ROEs de 13,5% e 15,2% no 3T22, respectivamente”, enfatiza.
A orientação de especialistas, portanto, é aguardar os próximos passos do presidente eleito Lula e sua equipe antes de tomar qualquer decisão. Com a definição dos nomes responsáveis pela Fazenda e Planejamento, por exemplo, já será possível ter pistas do que esperar. A indicação para a presidência do Banco do Brasil também deverá revelar os planos do novo governo para a instituição.

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