Agronegócio
Negócios com açaí caem em SP com notícias da Bahia e podem aumentar problema social no Norte
Principal destino da fruta processada, São Paulo já diminui as compras depois dos relatos de doenças de chagas
Em algumas centrais de abastecimento de São Paulo, como a segunda mais importante do estado, a Ceasa de Campinas, os negócios informais de açaí minguaram nos últimos dias depois dos casos dos casos de doença de Chagas na Bahia.
Pode estar começando um problema adicional à já desassistida classe de coletores de subsistência.
Caminhões que chegam do Norte já estão trazendo quantidade menor de latões, na maioria dos casos sem procedência clara das condições sanitárias das origens, em meio a outros produtos que costumam chegar da região. Inclusive pescados.
Os pequenos compradores que pulverizam o açaí semiprocessado para centenas de quiosques, sorveterias e outros pequenos comércios estão sumindo.
A situação deve ser a mesma no mercado formal, negociado pelas grandes redes do Sudeste diretamente com cooperativas de produtores.
Embora não só do açaí vem a transmissão do parasita trypanosoma cruzi, hospedado no inseto barbeiro, o alerta baiano apontou a iguaria como um dos vetores responsáveis pelo surto no estado, com mais de cinco casos e uma morte no semestre passado.
Quando o bicho é esmagado junto com a fruta – aliás, como também é encontrado na palha da cana-de-açúcar -, e não há o choque térmico – “branqueamento” – durante seu processamento, o risco é alto.
O Pará e o Amazonas já viveram surtos que beiraram endemias, tanto quanto os coletadores – “batedores” – adoeciam às pencas, mesmo porque são em sua maioria pessoas com trabalho de subsistência, sem equipamentos de proteção.
O mesmo trabalho que os governos locais fazem hoje com os pontos de venda, estampando selos de qualidade na media em que os estabelecimentos apresentem equipamentos durante as fiscalizações, há que se fazer junto aos trabalhadores braçais das comunidades da floresta.
E garantir maior fiscalização das rotas de escoamento informal, como as que chegam diariamente ao Sudeste, o principal centro consumidor.
É para a própria sobreviência e sustentabilidade de uma ampla massa vulnerável da população da região produtora, com pouca ou nenhuma outra alternativa de renda.

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