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Pedidos de recuperação judicial batem recorde no primeiro semestre: 593
Fim de programas federais de ajuda financeira e juros altos determinaram quebradeira corporativa’
Maior volume em três anos, o número de pedidos de recuperação judicial no primeiro semestre deste ano (1S23) chegou a 593, configurando uma inédita ‘onda’ de ‘quebradeira corporativa’ na economia nacional, segundo dados divulgados, nesta sexta-feira (21) pelo Serasa Experian.
Pior, a expectativa da empresa é de que a quantidade de solicitações continue em ascensão no médio prazo, mesmo após o esperado afrouxamento monetário (previsto para ter início em agosto próximo) por parte do Banco Central (BC) que, desde agosto do ano passado, mantém em 13,75% ao ano a taxa básica de juros (Selic).
Nesse rol de pedidos de recuperação judicial se destacam empresas detentoras de dívidas bilionárias, como Americanas, Light, Oi, Grupo Petrópolis, Raiola, Nexpre e Avibras que juntas, respondem por débitos que somam mais de R$ 100 bilhões.
Uma das explicações recorrentes para tal situação pré-falimentar pode ser encontrada na combinação perversa do fim dos programas federais de assistência financeira, em razão da pandemia, com o vencimento de dívidas renegociadas pelos bancos, sobre as quais incidiam juros elevados.
O quadro se agravou, no começo deste ano, quando os bancos passaram a assumir uma postura mais rígida na negociação com as empresas, não apenas pela maior aversão ao risco decorrente da crise da Americanas, mas, também, pelo aumento do custo dos empréstimos, que chegaram à cada de 19% ao ano. Mediante a pressão exercida pelo mercado financeiro, só restou às companhias recorrer à esfera judicial para garantir a continuidade de seus negócios.
Na avaliação do economista-chefe do Serasa Experian, Luiz Rabi, economista-chefe do Serasa Experian, a escalada do endividamento das empresas decorre, sobretudo, do cenário macroeconômico, assim como pelo aperto monetário promovido pelo BC, de 2% ao ano para 13,75% ao ano, resultando, além do encarecimento do crédito corporativo, igualmente a fuga de investidores da bolsa de valores.
Em meio à crise, o setor de serviços foi o mais atingido, ao responderem por 44% dos pedidos na primeira metade do ano. “É a principal área onde tem ocorrido a maioria dos casos de recuperação judicial, até por ter sido o mais prejudicado pela pandemia”, afirma Rabi.
Entre os setores mais afetados, o Serasa aponta: serviços (220), indústria (172) e comércio (150). Por porte empresarial, o ranking de pedidos foi liderado pelas micro e pequenas empresas (303), seguido pelas médias (129) e grandes empresas (114).

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