Commodities
Contratos futuros do minério de ferro exibem alta forte, avançando mais de 4%
Mercado ‘renova esperanças’ de novas medidas em favor da economia, pelo governo de Pequim
Os contratos futuros do minério de ferro apresentaram alta forte, na sessão desta quinta-feira (17), ‘motivados pela renovação das esperanças’ em relação à adoção de novas medidas de incentivo à economia da China pelo governo de Pequim.
Como reflexo desse novo ânimo do mercado, a commodity mais negociada para janeiro próximo na bolsa de mercadorias e futuros de Dalian avançou 4,34% a 768,5 iuanes ou US$ 105,15 a tonelada (maior cotação desde 26 de julho), ao passo que na bolsa de Cingapura, o insumo siderúrgico valorizou 4,9% a US$ 105,75 a tonelada (maior nível desde 1º agosto).
A reação vigorosa do minério de ferro começou a ser ‘desenhada’ na véspera, quando formuladores de políticas do gigante asiático admitiram (mais uma vez) que o governo mandarim deverá introduzir ‘medidas’ visando impulsionar o consumo e incentivar o investimento, face às dificuldades apresentadas pelo setor imobiliário local, sem contar o quadro de deflação e o crescimento ‘lento’, tanto das vendas do setor varejista, quando da produção industrial da China.
Ante um quadro de ‘fragilidade’ do iuan (moeda chinesa), analistas da Soochow Futures apontam uma ‘grande diferença’ entre os preços spot e futuros (do minério), embora ressalvem o fato de que os altos níveis de produção de ferro gusa recentes ‘dão suporte’ aos preços do minério de ferro.
Também espelhando a expectativa positiva do mercado, outros ingredientes siderúrgicos, como carvão de coque e coque exibiram elevação de 1,45% e 1,41%, respectivamente, na bolsa de Dalian.
Em contraponto, a Analysys emitiu ‘alerta’, no qual ‘tinge’ uma perspectiva sombria de demanda para o setor imobiliário chinês, que deve ser afetado pela imposição de restrições à produção de aço.
Nesse contexto, algumas siderúrgicas da província de Jiangsu, (leste da China) divulgaram comunicado, dando conta da continuidade dos cortes de produção de aço, que poderá ser reduzida entre 20% e 30%, tomando como referência o primeiro semestre do ano (1S23), acentuaram analistas da consultoria Mysteel.
Na véspera, quando o banco central da China (PBoC) efetuou um corte súbito dos juros no país, o mercado da commodity apresentou resultados mistos, com alta de 0,8%, a 738,50 iuanes (101,23 dólares) por tonelada, na bolsa de Dalian, em contraponto à queda de 0,3% para 100,65 dólares por tonelada, na bolsa de Cingapura.

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