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Petrobras anuncia primeira compra de crédito de carbono
Previsão do diretor da estatal é de que, no futuro, petroleira passe a vender seus próprios créditos
Ainda que esteja fortemente calcada no negócio de exploração do petróleo e gás, a Petrobras deu um passo importante na direção do mercado de descarbonização, ao anunciar a primeira compra de crédito de carbono. A informação foi dada pelo diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da estatal, Maurício Tolmasquim, ao prever que, no futuro, a própria petroleira deverá passar a vender seus créditos, à medida que evoluir seu projeto de captura de carbono na região de Macaé (RJ).
“A gente está olhando agora a questão de crédito de carbono, para compensar algumas emissões. Você pode comprar no país ou fora, mas no Brasil tem um bom potencial, pode comprar (o crédito de carbono) de uma floresta, por exemplo”, assinalou o diretor da companhia, ao acrescentar que, “no futuro, a gente pode também gerar créditos no mercado. Vamos entrar na captura, que é o CCUS (Carbon Capture, Utilization and Storage) e pode até gerar créditos (de carbono)”, completou.
Ao acentuar que a prioridade da Petrobras é no sentido de reduzir as emissões de forma orgânica, embora com limites, Tolmasquim explica que “uma parte você reduz a emissão organicamente, outra parte você captura e a outra parte pode compensar com crédito de carbono”.
Segundo ele, o plano da petroleira é construir um hub na região de Macaé para armazenamento de CO2 (gás carbônico), mas não apenas da Petrobras, como também de outras companhias que manifestaram interesse de participar do projeto. Na sua avaliação, porém, esta iniciativa está condicionada à aprovação de uma legislação para CCUS no Brasil, e do sucesso de projeto-piloto da estatal na região, em andamento, para capturar 100 mil toneladas de carbono.
Para melhor entendimento, CCUS se refere a tecnologias de captura, utilização e armazenamento de carbono, que podem ser aplicadas em todo o sistema de energia. Já o CO2 pode ser encontrado no fundo do mar, armazenado em formações geológicas, sem qualquer relação com a exploração de petróleo e gás. “Estou torcendo para que a legislação saia no segundo semestre”, admitiu o executivo.
Sem contar a norma referente à captura de carbono, a estatal aguarda, com atenção, a disponibilização outras legislações, como o marco regulatório para as usinas eólicas offshore, também previsto para este ano. Empresa que mais injeta CO2 no planeta, a Petrobras respondeu pela injeção de 11 milhões de toneladas da substância, ou 25% do volume total do planeta, de 40 milhões de toneladas das emissões globais.
De acordo com o diretor da estatal, “se tudo correr como previsto”, a produção da primeira eólica offshore no Brasil deve ter início em 2030. Enquanto o projeto eólico não se concretiza, a estatal avança nas negociações para aquisição de projetos de usinas eólicas e solares onshore (em terra), em parceria e visando grandes parques com possibilidade de expansão.

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