Finanças
Skiplagging é o truque para economizar nas passagens áreas que as companhias odeiam
Truque para economizar nas passagens aéreas gera tensões com companhias devido à perda de receita e práticas de monitoramento.
Nos últimos anos, um truque tem gerado polêmica no setor da aviação comercial: o skiplagging. Essa prática, que consiste em comprar passagens com escala no destino desejado, mas sem concluir o trecho final, tem desagradado as companhias aéreas. Embora seja vantajoso para o passageiro, o método fere as políticas de bilhetagem das empresas.
O fenômeno, popularizado por viajantes experientes, foi impulsionado por plataformas como o site Skiplagged.
Criado por Aktarer Zaman em 2013, o site atrai cerca de 25 mil usuários por mês, orientando-os sobre como economizar em suas viagens.
No entanto, companhias aéreas, como a United Airlines e a American Airlines, já tentaram barrar essa prática judicialmente, mas sem sucesso.
Economia e mercado: por que o skiplagging está fazendo sucesso?
Foto: Shutterstock
O conceito de skiplagging se baseia em uma peculiaridade do mercado aéreo: os preços não estão diretamente relacionados à distância percorrida.
As tarifas são influenciadas pela concorrência e pela demanda em determinados trechos. Por exemplo, voos de lazer, como Boston-Las Vegas, podem ser muito mais baratos que rotas empresariais, como Boston-Houston, mesmo que a distância seja maior.
A lógica econômica dita preços mais baixos em rotas com maior concorrência. Isso leva os passageiros a buscar alternativas mais econômicas, mesmo que isso signifique adquirir apenas uma parte da viagem.
Para as empresas, o skiplagging representa uma perda potencial de receita. Ao vender um bilhete baseado na rota completa, elas esperam recuperar o valor de mercado daquele assento. No entanto, quando um passageiro desembarca antes do destino final, a empresa perde a oportunidade de cobrar uma tarifa mais alta.
Para contrabalançar, algumas companhias adotam práticas de overbooking, vendendo mais passagens do que assentos disponíveis. Dessa forma, o impacto do skiplagging pode ser minimizado, mas isso não elimina a preocupação com a prática.
Consequências para os praticantes do skiplagging
Passageiros que optam pelo skiplagging podem enfrentar uma série de consequências. As companhias monitoram viajantes e itinerários suspeitos, podendo impedir que saiam do aeroporto ou exigir a compra de uma passagem de retorno. Além disso, os praticantes podem perder milhas de programas de fidelidade.
Em casos extremos, a prática pode levar a medidas legais, como aconteceu com a Lufthansa, que processou um passageiro em 2019 por não completar sua viagem e buscou uma indenização significativa. Essas ações destacam a determinação das companhias em desestimular o skiplagging.

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