Commodities
EUA deve proibir embarques de algodão e tomate de Xinjiang, na China
Bloqueio teria como justificava as acusações de trabalho forçado no local.
O governo Trump iria anunciar na terça-feira o bloqueio de importações de algodão e produtos feitos com tomate vindos da região de Xinjiang, na China, mas adiou a comunicação devido a “problemas de agenda”, de acordo com um porta-voz do órgão estatal.
Autoridades do órgão de alfândega e proteção de fronteira norte-americanas prepararam ordens para bloquear os embarques por conta de acusações de trabalho forçado, ainda que o anúncio tenha sido adiado.
Essa seria uma decisão sem precedentes, e possivelmente geraria mais tensão entre os dois países. A agência de fronteira tem autoridade para deter exportações se houver suspeita de uso de trabalhos forçados com base em antigas leis para combate ao tráfico de humanos, ao trabalho infantil e outros abusos de direitos humanos.
A China tem sofrido cada vez mais pressão do governo de Trump em relação ao tratamento dispensado aos muçulmanos uigures em Xinjiang, onde as Nações Unidas apontam que existem cerca de 1 milhão de muçulmanos mantidos em campos de trabalho forçado.
A segundo maior economia do mundo afirma que os campos são centros de treinamento vocacionais necessários para combater o extremismo, e nega que eles estejam sendo maltratados.
Nesta quarta-feira, um porta-voz do ministério das Relações Exteriores disse que é a ordem é um pretexto para atingir empresas chinesas.
“Eu acho que os EUA não se importam com direitos humanos”, disse Zhao Lijian em resposta a um questionamento. “Estão apenas usando isto como pretexto para oprimir empresas chinesas, desestabilizar Xinjiang e difamar a política chinesa em Xinjiang”, classificou.
Varejistas e produtores de roupas e calçados norte-americanos, bem como produtores de alimentos podem sentir os efeitos das proibições nos embarques.
O país asiatico é responsável por um quinto do algodão do mundo, a maior parte dele vindo de Xinjiang, além de ser o maior importador global da fibra, comprando inclusive dos EUA.
O impacto pode ser limitado, já que a China importa cerca de 2 milhões de toneladas de algodão e fio de algodão anualmente, quantidade que pode ser suficiente para fazer tecidos para os Estados Unidos sem o algodão de Xinjiang, que produz cerca de 5 milhões de toneladas, opinou um comerciante de algodão baseado em Pequim.
“Se o algodão de Xinjiang for para a indústria doméstica e mercados não ocidentais, o impacto pode ser limitado, ele provavelmente pode ser digerido”, disse ele.

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