Economia
Guerra no leste europeu impacta diretamente o Brasil
O conflito entre Rússia e Ucrânia está abalando o mundo economicamente e, de forma mais direta, o Brasil. Entenda!
Sem sombra de dúvidas, é sabido que o conflito no leste europeu afetou drasticamente o tecido social economicamente (além de humanitariamente) em diversos setores.
Veja também: Guerra no Leste europeu traz lições econômicas ao Brasil
De fato, é evidente que embora o impacto seja amplo e homogêneo na distribuição de recursos oriundos da Rússia ou da Ucrânia, alguns países que mantiveram relações econômicas em determinados produtos sofreram/ ainda irão sofrer mais do que outros países. E esse é o caso do Brasil.
É importante ressaltar que o Brasil, além da necessidade de consumir combustíveis fósseis igual o resto do mundo, precisa de outro produto ainda mais específico vindo da Rússia para continuar mantendo as atividades voltadas ao agronegócio: os fertilizantes.
De todos os produtos fornecidos pela Rússia, para o Brasil, os principais produtos importados da Rússia, estão os insumos para a produção de fertilizantes.
De acordo com Helmuth Hofstatter, fundador da startup de comércio exterior Logcomex, “os russos importam cloreto de potássio, amônio e uréia, que são componentes importantes para a produção de fertilizantes. Dessa maneira, caso o conflito acarrete na redução do fornecimento desses suprimentos, o setor de agronegócio poderá sofrer com isso”.
Outra questão a ser levada em consideração é a relação comercial entre Brasil e Rússia. De acordo com Leonardo Baltieri, cofundador da Vixtra, fintech de comércio exterior, essa relação em 2021 cresceu em torno de 111%. Todavia, de acordo com os dados do Ministério da Economia, em 2021, foram importados US$5,7 bilhões em produtos e matéria-prima dos russos em detrimento dos US$2,7 bilhões, em 2020.
Além disso, é importante ressaltar que o conflito gerou uma inflação instantânea (basicamente) em relação ao preço do trigo e do milho, também. Em concordância com Baltieri, “isso afetará principalmente o consumidor final, e a crise de suprimentos pode se acentuar com esse conflito no leste europeu”.
Em contrapartida, esse cenário, de certo modo, pode trazer benefícios para o Brasil no que tange a fuga de capital externo para o país. Para o head da Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, esse cenário de impacto global pode ajudar o Brasil na medida em que os preços sobem, visto que “como um grande exportador, o Brasil se favorece com esse movimento, pois os investidores globais estão vendo os ativos brasileiros como hedge de inflação, além disso, nossa taxa de juros é bastante alta.
Então, nesse momento do conflito, o real não deve se desvalorizar de maneira tão acentuada, a não ser que a guerra se intensifique para outros países, cenário que parece improvável por enquanto”, destaca Weigt.

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