Ações, Units e ETF's
Adiamento do envio de novo arcabouço fiscal ‘freia’ alta de juros futuros
Realização de lucros e avanço dos Treasuries ianques também forçaram ‘estabilidade’ de taxas
Mesmo com o viés de alta dominando a maior parte da sessão, os contratos futuros de juros fecharam próximos à estabilidade nesta segunda-feira (17). Tal comportamento foi determinado por fatores diversos, desde a realização de lucros (após recuos seguidos das taxas na semana passada), o avanço do rendimento dos Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA); ou o adiamento, a princípio, para amanhã (18), do envio do projeto do novo arcabouço fiscal, pelo governo ao Congresso Nacional.
Com a valorização dos Treasuries, a aposta do mercado é de que há 88% de chances de que os custos dos empréstimos sejam elevados em 0,25 ponto percentual (p.p.), na próxima reunião do bc ianque, o Federal Reserve (Fed).
Como resultante, a taxa do contrato DI para janeiro de 2024 subiu de 13,193%, no ajuste de véspera, para 13,21%; a taxa do DI para janeiro de 2025 cresceu de 11,884% para 11,9%. Já contratos mais longos, como o de janeiro de 2026, passaram de 11,648% para 11,65%, e aquele para janeiro de 2027, de 11,725% para 11,744%.
O adiamento do envio da nova regra fiscal, do Executivo ao Parlamento – até agora sem uma explicação consistente por parte do Planalto – fez com que a curva a termo precificasse em, somente 4%, as chances de o Banco Central (BC) reduzir em 0,25 p.p. a taxa básica de juros (Selic), e 96% de que esta seja mantida nos atuais 13,75% ao ano, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em maio.
Na avaliação da economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, o adiamento acabou influenciando a curva. “Lógico que isso acaba pesando um pouco no Brasil, um pouquinho na curva de juros por aqui. Também observamos um movimento nos Treasuries nos EUA, uma leve abertura, o que acaba se refletindo na curva de juros no Brasil”. No paralelo, nem a divulgação do Boletim Focus, pelo BC, nem do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), exerceu qualquer efeito no comportamento dos juros futuros.

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