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Ajustes no arcabouço fiscal ‘turbinam’ avanço de juros futuros
Exclusão do Fundo Constitucional do DF de matéria legislativa se reflete na elevação das taxas
A ‘manobra’ do relator do arcabouço fiscal, senador Omar Aziz (PSD-AM) – que propôs retirar o Fundo Constitucional do Distrito Federal do respectivo projeto – contribuiu de forma determinante para ‘alimentar’ a tendência de alta dos juros futuros, na sessão desta sexta-feira (16).
Como reflexo da decisão parlamentar, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 subiu de 13,00%, no ajuste anterior, para 13,045%; a do DI para janeiro de 2025 cresceu de 11,095% para 11,19%; a do DI para janeiro de 2026 aumentou de 10,51% para 10,60%; e a do DI para janeiro de 2027 passou de 10,565% para 10,665%.
A remoção do fundo constitucional do projeto que institui a nova regra fiscal por Aziz tem por finalidade básica evitar que a matéria legislativa retorne à Câmara dos Deputados, não apenas pelas modificações ao texto original, mas pelo risco de a iniciativa trazer um ‘ruído’ indesejável entre as casas legislativas, o que poderia colocar em xeque sua aprovação.
No paralelo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, assinalou que “as [atuais] tratativas, junto aos parlamentares envolvidos na tramitação do projeto do arcabouço, visam assegurar que eventuais mudanças no texto ocorram ‘em comum acordo, para que o quórum [durante a votação] seja muito expressivo”.
As máximas atingidas pelas taxas futuras, na sessão de hoje (16), também sofreram influência externa, devido à instabilidade do rendimento dos Treasuries (papéis do Tesouro ianque), enquanto investidores aguardavam a divulgação de dados relativos à confiança do consumidor dos EUA e seu reflexo na decisão sobre os juros locais pelo Federal Reserve (Fed), o bc estadunidense.
Na avaliação do economista da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto, “é mais uma correção devido aos movimentos de queda dos últimos dias, algum ajuste de recomposição de prêmio. Lá fora, está instável”.
Voltando ao Brasil, a informação de que o IBC-Br (chamado de ‘prévia da inflação’), teria avançado 0,56% reforçou o entendimento do mercado de que a economia nacional deve experimentar um ‘crescimento forte’ ao longo deste ano, segundo observa o estrategista-chefe da Nomos, Rodrigo Correa, para quem tal percepção já é notória.
“Faz um tempo que o mercado tem feito revisões para cima no PIB. Isso reflete os impulsos deste governo e do anterior. Todas as reformas têm surpreendido na parte de atividade. Isso é um fator a pesar na inflação, mas a insistência do BC por parâmetros técnicos tem feito a inflação cair”, avaliou Correa.

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