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Allos fecha a venda de fatias em seis shoppings por R$ 442,8 mi

Empresa é uma administradora.

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brMalls reporta lucro líquido de R$57,1 mi no 3º tri, alta de 631,7%

A Allos (ALOS3) anunciou a conclusão da venda de participações em seis shoppings centers, totalizando um montante de R$ 442,8 milhões, conforme divulgado pela empresa em comunicado oficial.

A companhia informou ter assinado memorandos de entendimento para a venda integral de sua participação de 15% no São Luís Shopping, bem como a alienação de participações parciais de 15% no Carioca Shopping, de 10% no Villagio Caxias, de 5% no Plaza Sul e de até 10% no Bangu Shopping.

Além disso, a Allos também assinou um compromisso de venda referente a 30% do shopping Estação Curitiba, retirando-se completamente desse ativo.

Embora a identidade dos compradores não tenha sido revelada pela Allos, a Vinci Real Estate Gestora, a divisão imobiliária da Vinci Partners, anunciou em um fato relevante ter assinado documentos para adquirir percentuais semelhantes nos mesmos shoppings, além de uma fatia em um ativo não detido pela Allos.

A Allos destacou que essas transações estão sujeitas à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Allos (ALOS3)

No aspecto financeiro, a Allos, fruto da fusão entre Aliansce Sonae e BrMalls, reportou uma redução significativa de 88,1% no lucro líquido entre o terceiro trimestre de 2023 e o mesmo período de 2022, totalizando R$ 23,6 milhões. Esse declínio foi influenciado pelo aumento nas despesas financeiras líquidas. Entretanto, na parte operacional, a empresa observou incrementos.

O Ebitda ajustado (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) teve um aumento de 11,2%, alcançando R$ 480 milhões, com a margem Ebitda subindo 3 pontos percentuais, atingindo 74,9%, impulsionada pela redução de despesas.

O FFO (lucro líquido excluindo depreciação, amortização e efeitos não caixa) cresceu 4,8%, chegando a R$ 281,6 milhões, impulsionado pela captura de sinergias e maior eficiência fiscal, conforme afirmou a empresa. No entanto, a margem FFO diminuiu 0,8 ponto percentual, ficando em 43,9%.

Balanço

A receita líquida apresentou um aumento de 6,7%, totalizando R$ 640,9 milhões, com destaque para a receita de locação de espaços para os lojistas, que subiu 5,7%, alcançando R$ 496,3 milhões, e a receita de estacionamento, que registrou um aumento expressivo de 17,7%, chegando a R$ 114 milhões.

A empresa também informou que todas as comparações anuais foram feitas em base pro forma para tornar os dados equivalentes, uma vez que o grupo realizou vendas parciais ou totais de sete shoppings no período entre os dois balanços.

Despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) tiveram uma redução de 6,8%, atingindo R$ 94,3 milhões, devido à captura de sinergias resultantes da fusão entre Aliansce Sonae e BrMalls.

A linha de “outras receitas/despesas operacionais” foi negativa em R$ 124,2 milhões, sendo o principal fator o impairment de ativos (R$ 105,2 milhões), sem efeito no caixa. A empresa explicou que isso se deve à diferença entre a avaliação do valor justo dos ativos recebidos da BrMalls na fusão e os valores de venda negociados para o Shopping Jardim Sul e Shopping Estação.

O resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas financeiras) gerou uma despesa de R$ 158,2 milhões, representando um aumento de 29,6% em relação ao ano anterior. A companhia atribuiu a queda nas receitas financeiras ao menor saldo médio de caixa.

Ao final do terceiro trimestre de 2023, a Allos registrou uma dívida líquida de R$ 4,448 bilhões e uma posição de caixa de R$ 1,808 bilhão.

Redatora. Formada em Técnico Contábil e Graduada em Gestão Financeira. Contato: simonillalves@gmail.com.

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