Economia
Alta da Selic encarece compras parceladas, cheque especial e muitas outras modalidades
Selic é usada como parâmetro para taxas de financiamentos de veículos e imóveis, parcelamento de eletrodomésticos e empréstimos.
A Selic, taxa básica de juros da economia, foi elevada para 6,25% na última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). No dia a dia do brasileiro, muita coisa relacionada ao crédito muda com esse novo aumento de um ponto percentual.
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“A partir desse momento ficará mais caro consumir no país, visto que o custo de financiamento da produção aumenta e o custo de compra também”, explica Caio Mastrodomenico, analista econômico e CEO da Vallus Capital.
A taxa é usada como parâmetro para outras taxas praticadas no mercado, como de financiamentos de veículos e imóveis, parcelamento de eletrodomésticos e empréstimos.
“O Brasil tem a cultura do parcelamento muito forte, e é comum sermos induzidos a comprar parcelado pelas lojas que praticam o mesmo preço à vista ou em várias parcelas, incentivando o consumidor a comprar em um prazo longo”, completa Mastrodomenico.
Isso quer dizer que quem costuma parcelar suas dívidas terá que pagar mais caro a partir de agora. Veja alguns exemplos preparados pelo analista e divulgados pelo Yahoo Finanças:
Eletrodoméstico: uma televisão que custa R$ 1.500, quando parcelada em 12 meses, pode sair de R$ 9 a R$ 10 mais cara, de acordo com as taxas aplicadas.
Veículo: um veículo no valor de R$ 60 mil financiado em 60 vezes teria um custo extra de cerca de R$ 26,25 por parcela, resultando em um aumento de R$ 1.580,93 (fora a inflação).
Esses exemplos consideram apenas a Selic, enquanto os bancos responsáveis pelo financiamento certamente incluirão taxas superiores a ela.
Rotativo do cartão de crédito e cheque especial
O consumidor que atrasa o pagamento da fatura do cartão de crédito ou apela para o cheque especial também deve ficar atento. Os juros dessas duas modalidades continuam sendo alguns dos maiores do mercado, e agora ficaram ainda mais altos. Confira o exemplo:
Cheque especial: contratar um cheque especial de R$ 2 mil, por 20 dias úteis, acarretará em cobrança de R$ 1,51 no período, ou cerca de R$ 0,07 a R$ 0,08 centavos por dia.
Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 67,5% das famílias brasileiras estavam endividadas até agosto deste ano.

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