Ações, Units e ETF's
Americanas (AMER3) contrata Rothschild & Co para renegociação da dívida
Varejista está envolvida em fraude.
A Americanas (AMER3) contratou a Rothschild & Co para renegociação da dívida, conforme fato relevante encaminhado ao mercado.
Já a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou o rating de “Ba2” para “Caa3” e colocou a nota em revisão para possível novo rebaixamento.
Mais cedo, tornou-se público o fato de que a Americanas (AMER3) foi processada por investidores minoritários por conta do rombo que sua ex-diretoria detectou no balanço financeiro, da ordem de R$ 20 bilhões.
A ação foi protocolada pelo Instituto Brasileiro de Cidadania (Ibraci) na 5ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro contra a varejista.
Os requerentes pedem indenização por danos materiais e morais individuais de consumidores, investidores e acionistas.
Na ação, o instituto argumenta que milhares de acionistas minoritários “retiraram valores de sua poupança, fruto de muito trabalho e suor, confiando na robustez e alto índice de governança corporativa da ré e, ainda, nas suas boas perspectivas de crescimento fruto dos seus balanços divulgados”, segundo O Globo.
Conforme o jornal, a Americanas “ofendeu direito do aplicador de boa-fé, o qual estava ciente do risco negocial, mas não cogitava fraude dolosa de manipulação de informações”.
Também disse que a Associação Brasileira de Investidores (Abradin), que já fez uma denúncia à CVM e ao Ministério Público em prol dos acionistas minoritários, agora também prepara uma ação judicial contra a empresa.
Papel derretendo na bolsa, hoje
A ação AMER3 caía 41,27% por volta das 15h10 desta segunda-feira (16), cotada a R$ 1,85. O ativo vem derretendo desde o início do caso, em 11 de janeiro de 2023, quando o ex-CEO Sergio Rial informou inconsistências no balanço.
A varejista agora enfrenta um imbróglio jurídico com o banco BTG (BPAC11) e já tem conhecimento que outros bancos pretendem entrar com ação contra si, por conta de não pagamento de recursos levantados junto a estas instituições financeiras.
Inclusive, estes mesmos bancos credores não querem virar acionistas da Americanas (AMER3), visto que se tudo se mantiver como a Americanas está tentando formatar, as instituições financeiras serão “parceiras no prejuízo”.
Os bancos querem que os sócios principais da companhia injetem entre R$ 10 e R$ 15 bilhões, mas eles pretendem aportar apenas R$ 6 bilhões.

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