Economia
Após duas quedas seguidas, IPCA volta a subir e retoma patamar de 5,96%
Para os três anos seguintes, Focus previu estabilidade da inflação; PIB para 2023 sobe de 1,4% para 1,48%
Depois de apresentar duas quedas seguidas, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – índice oficial de inflação – voltou a subir, retornando ao patamar de 5,96%, de três semanas atrás. Há uma semana, o indicador era de 5,93%, menor que o nível anterior, de 5,95%. Em contraponto, houve estabilidade nas projeções para 2024, 2025 e 2026, em que o primeiro permaneceu em 4,13% e os demais, ficaram, igualmente, em 4%.
As informações constam do Boletim Focus – consulta semanal feita pelo Banco Central (BC) às 100 maiores instituições financeiras do país – que mostrou avanço, de 9,48% para 9,65% dos preços administrados, mantendo a tendência altista das últimas 18 semanas. Há quatro semanas, o índice era de 9,05%. Neste caso, a previsão para 2024 continuou em 4,13%, o mesmo valendo para os dois anos posteriores, ambos mantidos em 4%
Quadro diverso mostrou a previsão para o PIB deste ano, estável em 0,9%, enquanto que para o ano que vem, esta subiu de 1,40% para 1,48%, ao passo que para 2025, a projeção cresceu de 1,71% para 1,80%. Já no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado pelo BC na semana passada, a previsão para o PIB subiu de 1% para 1,2%. Em contrapartida, a Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Fazenda, admitiu um recuo, de 2,1% para 1,6%, da economia neste ano.
Estáveis também ficaram as projeções para a taxa básica de juros (Selic), que se manteve em 12,75% ao ano (a.a.) para 2023; em 10% a.a. e 9% a.a., para 2024 e 2025, respectivamente, mas recuou de 9% a.a. para 8,75% a.a. em 2026.
Pela nona semana seguida, o Focus manteve em R$ 5,25 a cotação do dólar ante o real, o mesmo acontecendo, pela quinta vez, para 2024, mantido em R$ 5,30; para 2025, em R$ 5,30 (há 15 semanas) e em R$ 5,40 (há duas semanas) para 2026.
Pequena variação foi observada na projeção para o déficit primário, que retraiu de 1,02% do PIB para 1,01% do PIB, ante a previsão de 1%, quatro semanas antes. Para 2024, tal déficit permaneceu em 0,80% do PIB, ao passo que o déficit nominal previsto baixou de 7,40% para 7,10% do PIB – há um mês, as previsões eram de 0,75% e 7,35% do PIB, respectivamente.
Ao mesmo tempo, a expectativa para o déficit nominal caiu de 7,85%, há um mês, para 7,8%. No que toca à dívida líquida do setor público, houve elevação desta, de 61% do PIB para 61,15% do PIB, ante 61%, um mês antes.
Quanto ao comércio exterior, o prognóstico do Focus em relação ao superávit da balança comercial se manteve em US$ 55 bilhões, inferior aos US$ 57 bilhões, de quatro semanas antes. Para o ano que vem, foi mantida a previsão de US$ 52,44 bilhões, abaixo dos US$ 55 bilhões, de um mês atrás.
Para o balanço de pagamentos, por seu turno, o déficit em conta corrente para este ano aumentou de US$ 50,40 bilhões para US$ 50,84 bilhões, patamar superior ao de US$ 50 bilhões, um mês atrás. Também subiu de US$ 51,39 bilhões para US$ 52,50 bilhões, a estimativa de déficit para o próximo ano, também maior que à de quatro semanas antes, de US$ 51,50 bilhões.
Mais do que suficiente para cobrir o rombo de transações correntes do país neste e no próximo ano, os investimentos diretos no País (IDP) previstos para este ano e no próximo, foram mantidos, igualmente, em US$ 80 bilhões.

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