Economia
Após quatro meses de alta, confiança do consumidor recua seis pontos em outubro
Indicador da FGV atinge 111,2 pontos, patamar mais baixo desde novembro do ano passado
A percepção negativa em relação à situação econômica futura foi o fator de maior peso para a queda de confiança do consumidor em outubro – após quatro altas seguidas – que recuou seis pontos, para 111,2 pontos, patamar mais baixo, desde novembro do ano passado, apontou, nesta quarta-feira (25) a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A redução do indicador ocorre depois de este ter exibido estabilidade em setembro último, que cresceu 0,2 ponto, ante o mês anterior. Em médias móveis trimestrais, a confiança do consumidor recuou 0,5 ponto, após seis meses de altas consecutivas.
Também neste mês, houve retração nas avaliações a respeito do componente ‘perspectivas para as finanças familiares’, que baixou 5,5 pontos, para 96,9 pontos, assim como o ‘ímpeto de compras de bens duráveis’, que ‘encolheu’ 4,8 pontos para 94,7 pontos, interrompendo uma escalada de 20 pontos, acumulada nos últimos quatro meses.
No que toca ao momento atual, a percepção sobre as finanças pessoais igualmente se deteriorou, mediante um recuo de 0,7 ponto, para 73,9 pontos, enquanto a avaliação sobre a economia local baixou 0,8 ponto, para 91,4 pontos.
Trajetória declinante também foi observada em indicadores secundários, como o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que diminuiu 3,8 pontos neste mês, ante o anterior, na série com ajuste sazonal, para 93,2 pontos. Já o Índice de Situação Atual (ISA) caiu 0,7 ponto, para 82,5 pontos, após avançar quatro meses seguidos, e o Índice de Expectativas (IE), que ‘desidratou’ 5,8 pontos, para 100,9 pontos.
A economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial, Anna Carolina Gouveia, acentua que “após quatro meses de altas consecutivas, a confiança dos consumidores recuou, por influência da piora de expectativas para os próximos meses e acomodação em relação à situação atual. Em outubro, o resultado negativo se apresenta disseminado em todas as variáveis, classes de renda e capitais, o que acende um sinal de alerta. A calibragem das expectativas passando o índice da zona de otimismo para a zona de neutralidade pode estar relacionada com a desaceleração dos setores econômicos, e talvez uma preocupação com a contínua resiliência do mercado de trabalho, fator importante na recuperação da confiança dos consumidores”.
Por faixas de renda, a pesquisa observou queda da confiança em todos os grupos familiares, de setembro para outubro. Entre famílias com renda mensal de até R$ 2.100, o recuo foi de 2,4 pontos para 91,2 pontos; aquelas com renda mensal entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800 encolheram 6,2 pontos, para 90,9 pontos; às que auferem rendimento de R$ 4.800 e R$ 9.600 baixaram três pontos para 93,0 pontos, enquanto a renda familiar acima de R$ 9.600,01, baixou dois pontos para 96,9 pontos.

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