Economia
Ata do Copom reafirma corte de meio ponto percentual (0,5 p.p.) da Selic por mês
Colegiado, porém, admite, até, aumentar taxa básica, caso quadro fiscal se deteriore
Objeto de preocupação, de dez entre dez investidores, o ritmo de queda da Selic (taxa básica de juros) está mantido em meio ponto percentual (0,5 p.p.) por mês. Essa é uma das principais informações que constam da Ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgado pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (7), que deixa, no entanto, um alerta direcionado, sobretudo, ao governo.
Caso as metas fiscais não sejam cumpridas, isso pode significar novo aumento dos juros pela autoridade monetária, a fim de manter o equilíbrio das contas públicas. Explicando melhor, caso o Executivo federal ‘fracasse’ em termos de responsabilidade fiscal, o BC admite que os cortes (da Selic) podem ser suspensos ou abandonados, antes do prazo, quando não, elevados, novamente.
Entre os argumentos apresentados na Ata em favor das metas fiscais, o comitê admitiu que “no período mais recente, cresceu a incerteza em torno da própria meta estabelecida para o resultado fiscal, o que levou a um aumento do prêmio de risco”. No trecho seguinte, o documento afirma que “tendo em conta a importância da execução das metas fiscais já estabelecidas para a ancoragem das expectativas de inflação e, consequentemente, para a condução da política monetária, o Comitê reafirma a importância da firme persecução dessas metas”.
Em contraponto às alegações ‘desastrosas’ do mandatário do país, para quem não seria necessário atingir metas fiscais – o que só serviu, na prática, para elevar o prêmio de risco dos títulos públicos e derrubar os ativos da bolsa de valores – o documento do comitê acentua que “as expectativas de inflação seguem desancoradas e são um fator de preocupação. O Comitê avalia que a redução das expectativas requer uma atuação firme da autoridade monetária, bem como o contínuo fortalecimento da credibilidade e da reputação, tanto das instituições como dos arcabouços fiscal e monetário que compõem a política econômica brasileira”.
Após a ‘trapalhada verborrágica palaciana’, o Executivo procurou amenizar o ocorrido, ao garantir que não pretende propor mudanças na meta fiscal, no contexto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), prestes a ser votada pelo Congresso Nacional.
No que toca à questão inflacionária, a ata avalia que dados mais recentes estariam ‘em linha’ com o esperado, o que justificaria a continuidade dos cortes da Selic, perspectiva reiterada em reuniões anteriores. Para chegar a essa conclusão, o colegiado teria levado em conta diferentes variáveis, como a incerteza do contexto internacional, que poderá impactar, inclusive, o processo de desinflação tupiniquim.
“Em um contexto geopolítico incerto, com um mercado de trabalho aquecido e um hiato do produto apertado nas economias avançadas, o Comitê avalia que a estratégia de aperto monetário prolongado tem sido fundamental para conter a inflação mundial, facilitando o controle inflacionário dos países emergentes. Por outro lado, o aperto monetário global pode trazer pressões sobre o câmbio e impactar o preço dos ativos domésticos, contribuindo para um processo desinflacionário interno mais lento no curto prazo”, admitiu.

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