Economia
Atratividade de títulos da dívida de emergentes não garante fluxo de capital à região
Ante decisões iminentes na política monetária por bcs, Morgan Stanley recomenda ‘cautela’
Nível mais alto, desde março último, o rendimento médio para a dívida pública de países emergentes subiu para 4,9% (máxima em seis meses), nessa segunda-feira (18). Como uma gangorra, à medida que os preços dos títulos (de dívida) caem – devido a maior percepção de risco – o rendimento aumenta para quem compra.
A alta do petróleo, por sua vez, também contribui para alimentar as apostas de que os bancos centrais poderão recorrer a novas altas de juros, tendo em vista controlar a inflação, na contramão de países em desenvolvimento, como o Brasil que, recentemente, iniciou o corte de sua taxa.
A escalada dos juros pode trazer, como efeito colateral, um fluxo crescente de capital para mercados emergentes, por meio do mecanismo conhecido como carry trade, pelo qual o investidor toma emprestado recursos em moedas de juro baixo, como o iene, para aplicar em ativos cotados em divisas, como o real. Ainda assim, persiste o risco de que a desvalorização da moeda local e do ativo comprado eliminem o ganho auferido com o spread de juros.
Na avaliação de estrategistas do Morgan Stanley, “os títulos locais dos mercados emergentes enfrentam ventos contrários devido às altas taxas nos EUA, à fraqueza de suas moedas e aos riscos dos preços das commodities”, ao admitirem: “Permanecemos cautelosos e pessimistas em relação ao câmbio de emergentes”.
Em outra análise, especialistas admitem que os riscos à economia global, devido à alta do petróleo – em decorrência de cortes de produção da commodity, em especial pela Arábia Saudita e Rússia, sem prazo para terminar – podem fazer com que os yelds elevados dos Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA) pareçam mais atraentes do que ativos de emergentes, como admitiu, em nota, o superbanco ianque Morgan Stanley.
O próximo ‘round’, que dará novas pistas da trilha a ser seguida pelos juros, será a sinalização do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom/BC) e do Federal Reserve (Fed), nos EUA, com decisões sobre os juros, o primeiro, ante à queda da inflação, e o segundo, pela resiliência de queda dos preços, na ‘terra do Tio Sam’. Nesse rol, se incluem Reino Unido, Japão, África do Sul e Turquia. Em contraste com as principais moedas de países emergentes, negociadas com viés de queda, o real é uma das poucas exceções, ao operar com uma apreciação de 2% ante o dólar.

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