Economia
Bolsonaro confirma que “é possível, sim, termos desabastecimento”
Falta de insumos para matéria-prima e alto preço de fertilizantes devem impactar diretamente o agronegócio. Presidente não reconhece inflação como problema interno.
Bolsonaro veio a público e conversou com seus apoiadores nesta quinta-feira (14). O presidente brasileiro afirmou que acredita em possível desabastecimento. Os principais motivos, segundo ele, são a falta de fertilizantes e de materiais para produzir embalagens.
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Desabastecimento
Bolsonaro disse que o valor do fertilizante aumento muito e pode afetar a produção. “Teremos pela frente desabastecimento de fertilizantes. O agronegócio já sabe do problema, já aumentou em quase 100%”.
Ao falar sobre a possibilidade de desabastecimento, o presidente afirmou que ela é real. “É possível, sim, termos desabastecimento. Já estamos tento aumento de preço em muitas coisas: embalagens, matérias-primas”, finalizou.
Além disso, Jair Bolsonaro também comentou a situação de isolamento internacional do Brasil. “Se quiserem fechar a torneira, acabou para nós. Não tem amizade entre os países, se querem ganhar mais é você que se vire”.
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina confirmou a possibilidade de desabastecimento. “A pandemia desarrumou a economia mundial. Nós temos aí muitas variáveis que nos preocupam e a gente vem acompanhando isso muito de perto. Fertilizantes para esse ano e para a safrinha, que começa a partir do fim de janeiro, isso está praticamente garantido porque os produtores já se anteciparam, já compraram e fizeram seus pedidos”, explicou.
Inflação
Diante das altas consecutivas no preço da cesta básica e de diverso outros produtos, o presidente comentou a inflação. Para ele, o problema não tem raiz interna, mas se trata de uma questão global.
Ele disse que a “economia é toda conectada […]. Os países da Europa, como o Reino Unido, estão com dificuldades, falta de alimento, inflação do gás lá: 300%. E o pessoal reclama aqui”, ironizou.
Embora Bolsonaro não reconheça a causa interna d inflação, o Brasil é um dos piores países neste sentido. O levantamento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) prova isso. Dentro do G20, em matéria de inflação, o país está atrás apenas da Argentina e da Turquia.
Em 12 meses, a inflação passou de 9% em julho para 9,7% em agosto no Brasil. No mesmo período, a França registrou aumento de 1,2% para 1,9%. Já no Reino Unido, a taxa avançou de 2,1% para 3%.

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