Economia
Brasileiros se endividam para poder comprar alimentos básicos
Os brasileiros estão adquirindo dívidas no cartão de crédito para comprar o básico, aponta os estudos feitos pelo IBGE e Serasa.
Segundo os dados divulgados no dia 8 de abril de 2022 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao que tudo indica, a inflação não irá diminuir. No mês de março, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), estava em 1,62%, o maior valor desde 1994, antes do lançamento do plano Real.
Veja também: Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos EUA sobe 9,7% em janeiro
Nesse sentido, em 12 meses, o IPCA acumulou um avanço de 11,3%. Em vista disso, devido à disparada da inflação atrelada aos preços exorbitantes dos alimentos e do combustível, faz com que o brasiliero das classes C, D e E recorram aos cartões de crédito para comprar itens de necessidade básica nos supermercados.
De acordo com a última Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada no dia 31 de março de 2022 pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), demonstrou que aproximadamente 77,5% das famílias brasileiras estão com dívidas, sendo o cartão de crédito a maior causa dos endividamentos, em torno de 87% das pessoas.
Não obstante, nos lares em que recebem menos de 10 salários mínimos, os devedores somam aproximadamente 78,5%. Além disso, de acordo com o Serasa, o valor médio de dívidas de cada brasileirio chega a R$4.042,08, fazendo com que 9 a cada dez pessoas sintam vergonha de estar endividados.
Contudo, a pesquisa da Serasa também revelou que 69% das compras feitas no cartão de crédito são de necessidades básicas, como alimentos e supermercados; 42% são realizadas para aquisição de roupas e eletrodomésticos, ao passo que 41%, para remédios e tratamentos médicos.
De acordo com o ex-economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Roberto Luís Troster, “na maior parte dos casos, as dívidas feitas no cartão de crédito, pelo menos no caso de pessoas físicas, são as piores”. Quando o juro que você paga é maior do que o benefício que você recebe, é uma dívida ruim, você está tendo mais malefícios do que benefícios”.
Destarte, na perspectiva de Felipe Queiroz, economista e pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), grande parte das dívidas da população brasileira estão atrelados ao resultado catastrófico do quadro econômico brasileiro e a má gestão do governo.
“Há uma vertente de senso comum que tenta atribuir o alto endividamento das famílias, sobretudo daquelas de menor renda, a uma falta de planejamento, à falta de controle dos impulsos por consumir. Porém, por trás dessa justificativa, há uma visão distorcida que amplia o estigma sobre as famílias de menor renda e que enfrentam o desemprego — ou quando têm um trabalho, é precarizado e recebe aquém do necessário”.

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