Empresas
Carrefour entra em ‘saia justa’ após tecer críticas ao Mercosul
Companhia é uma rede francesa.
O recente conflito envolvendo o Carrefour (CRFB3) e os frigoríficos brasileiros gerou grande repercussão no setor agropecuário, levando a uma série de reações e movimentações políticas. O impasse começou quando a rede de supermercados francesa, em resposta a pressões internas e como parte de uma política ambiental mais rígida, suspendeu as compras de carne de países do Mercosul. Essa decisão afetou principalmente os frigoríficos brasileiros, que passaram a ser alvo de um movimento de boicote.
Entidades como a ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) e a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) reagiram de forma contundente, criticando a medida e sugerindo que o Carrefour reconsiderasse sua postura.
Elas afirmam que as carnes do Mercosul atendem a rigorosos padrões internacionais de qualidade e segurança alimentar, com auditorias realizadas por órgãos globais. Essas entidades também destacaram a relevância do setor para a economia, ressaltando que o Brasil é um dos maiores exportadores de carne bovina e frango do mundo. Em uma nota de repúdio, argumentaram que se a carne do Mercosul não era boa para o Carrefour na França, não deveria ser aceita em outros mercados, incluindo o Brasil.
Carrefour (CRFB3)
O boicote ao Carrefour ganhou força no Brasil, com empresários de diversos setores apoiando a paralisação das vendas de carne para a rede francesa, afetando também a comercialização de outros produtos como frangos e suínos. O governo brasileiro e membros do Congresso passaram a pressionar por uma retratação da empresa, com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, recebendo apoio das entidades do setor agropecuário. A crise também gerou uma repercussão diplomática, com o embaixador da França no Brasil, Emmanuel Lenain, se reunindo com autoridades brasileiras para discutir a situação.
Em resposta à crise, representantes do Carrefour e da Embaixada da França informaram ao Ministério da Agricultura que o presidente global do Carrefour, Alexandre Bompard, está preparando uma carta de desculpas ao Brasil e aos frigoríficos do país. A carta, que deverá ser entregue diretamente ao ministro Carlos Fávaro, destacará a longa história do Carrefour no Brasil e procurará esclarecer os mal-entendidos relacionados à qualidade da carne brasileira.
Apesar das tentativas de resolver o impasse, o governo brasileiro exige que a carta contenha um reconhecimento explícito da qualidade dos produtos brasileiros. O desenvolvimento desse episódio continua a ser acompanhado de perto, já que os efeitos sobre as exportações e o mercado interno permanecem incertos.

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