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Chances reais de um avião cair são altas? Dados mostram o contrário

Estudo aponta que a chance de um avião cair é de 1 em 1,2 milhão de voos. Veja por que voar é seguro e como lidar com o medo de voar.

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A viagem de avião segue sendo, com ampla margem, o meio de transporte mais seguro do mundo. De acordo com a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), o ano de 2023 registrou o menor número de acidentes da aviação comercial nas últimas décadas.

A queda nos índices é ainda mais relevante quando se observa o contexto: entre 2020 e 2022, os acidentes com aeronaves diminuíram 10%, enquanto as fatalidades caíram cerca de 65%, segundo o site especializado Simple Flying.

Tudo isso em um cenário de retomada acelerada dos voos, após a flexibilização das restrições impostas pela pandemia.

Por que os aviões caem tão pouco?

Mesmo com mais voos após a pandemia, acidentes e fatalidades diminuíram nos últimos anos. (Foto: jfazer/Getty Images)

Boa parte da segurança atual é fruto de avanços tecnológicos e rigor nos protocolos. Segundo a ICAO, melhorias na gestão de risco e acordos globais de segurança ajudaram a evitar falhas. Isso se soma a treinamentos mais exigentes e inspeções técnicas regulares.

Um estudo da Universidade Harvard aponta que a chance de um voo comercial sofrer um acidente é de 1 em 1,2 milhão. E, mesmo nesses casos, as probabilidades de um acidente fatal são de 1 em 11 milhões. Para comparar: a chance de um acidente de carro pode chegar a 1 em 5 mil.

Além disso, aeronaves modernas são equipadas com o chamado “glass cockpit” — um painel digital que substitui controles analógicos, facilitando a navegação e reduzindo o risco de erro humano. O sistema unifica os dados do voo em telas LCD, tornando as decisões mais seguras.

Segurança também vem do treinamento

No Brasil, a ANAC exige que pilotos tenham pelo menos 150 horas de voo antes de assumirem um avião comercial. Algumas companhias, no entanto, impõem limites ainda mais rígidos, chegando a 500 horas. Já nos Estados Unidos, o mínimo é de 1.500 horas.

Outro fator de segurança está na preparação de todos os profissionais envolvidos, como operadores de tráfego aéreo e comissários. Juntos, eles garantem que cada etapa da viagem seja monitorada, controlada e segura. Mesmo com assentos apertados, voar nunca foi tão confiável.

E, apesar do medo comum, esses dados ajudam a lembrar que turbulências não significam perigo. Aviões comerciais são preparados para suportar oscilações intensas e as rotas são planejadas para desviar de condições climáticas críticas.

Como enfrentar o medo de andar de avião?

Mesmo com estatísticas tão favoráveis, o medo de avião ainda afeta muitos passageiros. Às vezes, ele está ligado a experiências traumáticas, sensação de perda de controle ou ansiedade generalizada. E nesses casos, entender o funcionamento da aviação pode ajudar.

Técnicas de respiração, meditação, uso de fones com música relaxante e até acompanhamento psicológico são aliados valiosos. Algumas companhias aéreas oferecem vídeos explicativos e até cursos para ajudar passageiros com fobia.

Por fim, vale lembrar que sentir medo é natural — mas não precisa limitar experiências. Voar abre portas para o mundo e, com informação e apoio, esse medo pode ser enfrentado com mais leveza e segurança.

Estudante de jornalismo, no segundo semestre. Trabalhei como redator na Velvet durante três anos.

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