Economia
CNI classifica de ‘equivocada’ a decisão do Copom de manter Selic
Entidade espera que colegiado reduza taxa atual (13,75% ao ano) na próxima reunião de junho
Ao considerar ‘equivocada’ a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), de manter no atual patamar (13,75% ao ano) a taxa básica de juros (Selic), a Confederação Nacional da Indústrias (CNI) manifestou a expectativa de que o colegiado dê início à redução, mesmo que gradual, dos juros, a partir de sua próxima reunião, prevista para os dias 20 e 21 de junho próximos.
Em defesa da medida, o presidente da CNI, Robson Andrade, argumenta que o patamar elevado da Selic tem sido mantido há mais de um ano, “o suficiente para contrair a atividade econômica e desacelerar a inflação”. Pelos seus cálculos, o referencial já corresponderia a uma taxa real de 8,1% ao ano ou 4,1 pontos percentuais acima da taxa de juros neutra, o que “desestimula” o desenvolvimento econômico.
Para o dirigente industrial, “a Selic em 13,75% ao ano está em um nível que restringe excessivamente a atividade econômica. É mais do que suficiente para garantir a manutenção da trajetória de desaceleração da inflação nos próximos meses. E, volto a dizer o que disse no Senado há poucos dias: as empresas estão tomando crédito a mais de 30% e o setor produtivo não aguenta pagar esse nível de juros”.
No entendimento da confederação, as altas taxas de juros foram um dos fatores mais importantes para a desaceleração da economia, observada no final de 2022. Somente no último trimestre do ano passado, o PIB encolheu 0,2%, ante o trimestre anterior.
Levando em conta que esse nível baixo de atividade foi mantido, nos primeiros meses deste ano, a Selic alta vem agindo como ‘freio’ ao avanço da economia, a ponto de o Boletim Focus do BC projetar um crescimento de apenas 1% para 2023.
Entre as sequelas do aperto monetário, a entidade aponta a necessidade de grandes empresas varejistas buscarem financiamento no mercado de crédito, com frequência cada vez maior, o que tem levado os bancos a aumentar o volume de provisões. Esse fato, por sua vez, tornao crédito mais caro e menos disponível ao mercado. Neste aspecto, Robson Andrade acentua que, neste momento, “a manutenção da taxa de juros é desnecessária para combater a inflação, apenas impondo riscos adicionais à atividade econômica”.

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