Bancos
Compra do Cruzeiro por ‘Fenômeno’ dispara ciclo de ‘clubes-empresa’
Ideia de transformar ‘raposa mineira’ em empresa deve ser seguida por bancos de investimento e companhias
O pontapé inicial para uma completa transformação no campo dos investimentos da maior paixão nacional, o futebol.
Assim pode ser descrito o primeiro movimento que marca a aproximação irreversível entre os grandes clubes do país e empresas/bancos de investimento, a exemplo da iniciativa do Ronaldo Fenômeno (ou Ronaldo Nazário de batismo), que anunciou, há poucos dias, a compra do Cruzeiro por R$ 400 milhões, correspondentes a 90% das ações da ‘raposa mineira’. A ideia fenomenal é transformar uma empresa o clube das alterosas .
Dívida de R$ 1 bi – Além de se comprometer a quitar uma dívida que soma quase R$ 1 bilhão, Nazário ainda terá de fazer com que o clube retorne à elite do futebol, após ser rebaixado, este ano, à segunda divisão do campeonato brasileiro.
Como commodities – Para o sócio da XP, Pedro Mesquita, “novos negócios semelhantes devem ocorrer em breve”, tendo em vista o interesse demonstrado por investidores na alternativa, que permite investir em real nos times, para depois vender os craques por ele revelados, em dólar ou euro.
Seleção XP – Para dar envergadura à iniciativa, a XP selecionou uma equipe de cinco pessoas, em sua área de investimento, inteiramente voltada ao esporte, mas com perspectivas de ampliação no curto prazo.
‘Alavanca social’ – “É um mercado que não existia e que vai crescer muito. Estamos querendo ajudar o futebol brasileiro como um todo. Vemos isso como uma alavanca social. Por isso, não estamos restritos a times apenas da série A”, explicou Mesquita, ao comentar que “o negócio com os clubes não difere de operações normais de fusão e aquisição com as quais o banco está acostumado”.
Sustentabilidade já – Diferentemente do perfil dos petrodólares árabes, sempre presentes em grandes times, como o inglês Manchester City ou o francês Paris Saint-Germain, Mesquita explica que “o maior interesse pelos clubes nacionais vem de empresários voltados à sustentabilidade e à profissionalização, que veem o país como um mercado amador de grande potencial”.
Negócios de US$ 5 bi – Mercado que tende a crescer exponencialmente, somente nos últimos anos, a compra e venda de clubes de futebol movimentou cerca de US$ 5 bilhões no planeta.
Modelo de SAF – Nesse sentido, o sócio da EY, especializado nesse mercado, Pedro Daniel, admite que “diversos clubes estão procurando a nossa consultoria, pensando nessa possibilidade de migrar para o modelo de SAF (Sociedade Anônima do Futebol)”.
‘Glorioso e Raposa’ – Além do Botafogo e Cruzeiro, alvo de investimentos da XP, Chapecoense e América mineiro também devem receber investimentos, na mesma direção.

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