Commodities
Covid-19 deve impactar drasticamente demanda por combustível fóssil, aponta BP
A participação dos combustíveis fósseis deverá diminuir para entre 20% e 65% até 2050.
A BP divulgou nesta sexta-feira uma previsão que aponta que consumo de combustíveis fósseis deve cair pela primeira vez na história moderna, enquanto políticas climáticas dão impulso à energia renovável, ao passo que pandemia de coronavírus deixará um efeito duradouro na demanda global por energia.
O relatório chamado de Energy Outlook 2020 da BP é uma referência para o mercado, sustenta a nova estratégia do para “reinventar” a empresa de 111 anos, mudando o foco para energias renováveis, elaborada pelo presidente-executivo da empresa, Bernard Rooney.
Em 2020, a BP estendeu seus cenários até 2050, para deixá-los de acordo com a estratégia da empresa de eliminar as emissões de carbono de suas operações até a metade do século. Isso inclui três cenários que assumem diferentes níveis de políticas governamentais destinadas a cumprir o acordo climático de Paris de 2015 para limitar o aquecimento global a “bem abaixo” de 2 graus Celsius em relação aos níveis pré-industriais.
No cenário central BP prevê que a Covid-19 dissolverá cerca de 3 milhões de barris por dia (bpd) em 2025 e 2 milhões de bpd em 2050. Em seus dois cenários agressivos, a Covid-19 acelera a queda do consumo de petróleo, fazendo com que o pico seja o ano passado. No último cenário, a demanda de petróleo atinge o pico por volta de 2030.
Para o economista-chefe da BP, Spencer Dale, o consumo nunca diminuiu em termos absolutos, embora a participação dos combustíveis tenha diminuído no passado como porcentagem do total de energia.
“(A transição energética) seria um evento sem precedentes. Nunca na história moderna a demanda por qualquer combustível comercializado diminuiu em termos absolutos”, disse ele.
Concomitantemente, “a parcela da energia renovável cresce mais rapidamente do que qualquer combustível jamais visto na história”.
A redução da participação dos combustíveis fósseis deverá cair para entre 20% e 65% até 2050 nos três cenários, ante 85% da demanda total de energia primária em 2018, ao passo que participação das energias renováveis deve aumentar de 5% em 2018 para até 60% em 2050.

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