Economia
Desaceleração da economia deve se manter este ano, projetam economistas
Queda de 0,2% do PIB no quarto trimestre de 2022 (4T22) sinaliza atividade fraca para 2023
O recuo de 0,2% do PIB no último trimestre de 2022 (4T22) acendeu o ‘sinal amarelo’ de que a economia brasileira estaria em franco processo de desaceleração – a despeito do avanço de 2,9% do indicador no ano passado – em decorrência, principalmente, da manutenção do patamar elevado de juros (Selic em 13,75% ao ano, desde agosto de 2021) pelo Banco Central (BC), a título de ‘combater’ a inflação crescente.
Em consequência da preservação, por tempo indeterminado, da política contracionista (aperto monetário) por parte da autoridade monetária, a expectativa do mercado é de que a quebra de ritmo da atividade produtiva vá continuar, pelo menos, ao longo deste ano.
Embora considere ‘bom’ o desempenho da economia em 2022, a economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitória, lembra que a maior parte dessa alta se concentrou no 1º semestre, como reflexo da retomada do consumo das famílias pós-pandemia, assim como do ciclo investimentos em curso naquele período.
Em contraste, prossegue Rafaela, no último trimestre de 2022, já foi possível observar o impacto do ciclo de alta de juros, em setores que considerou mais sensíveis, como a indústria da transformação, a construção civil e o comércio, cujas quedas foram mais expressivas.
“Por outro lado, o setor de serviços ainda apresentou crescimento de 0,2% no trimestre, mas em menor ritmo que o observado nos trimestres anteriores”, comentou a economista, ao destacar os desempenhos positivos de TI e de serviços presenciais que, no período, avançaram 1,8% e 0,9%, respectivamente. Segundo o IBGE, 83% da expansão do PIB em 2022 vieram dos serviços, que subiram 4,2%.
Continuidade do processo de desaceleração é o que prevê a economista do Inter, a despeito do eventual impulso fiscal dado pela expansão de gastos federais, mediante transferências de recursos a programas sociais. “Esperamos crescimento no ano de 0,8%, puxado principalmente pela expectativa de forte alta da agropecuária de 8% no ano. A elevada taxa de juros ainda deve manter a atividade fraca na maior parte do ano, contendo a expansão do consumo e dos investimentos”, previu.
Ao comentar o efeito nocivo dos juros elevados sobre a economia está diretamente relacionado com ‘a perda de tração da economia, na reta final do ano, a economista da AZ Quest, Mirella Hirakawa, entende que essa queda acabou afetando o processo de reorganização entre o consumo de bens e de serviços, mais acentuado na primeira metade do ano passado. “Na ótica da oferta, essa desaceleração está mais concentrada na indústria de transformação, com uma queda na margem de 1,4% e, na ótica da demanda, da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), com queda de 1,1% na margem”, comparou.
Apesar da perspectiva pouco animadora para o desempenho do PIB em 2023, Mirella disse acreditar que a “agropecuária, possivelmente, deverá ser o principal fator para o crescimento da economia ao longo deste ano.

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