Economia
Dia dos Namorados ‘amargo’: preço dos presentes é o dobro da inflação
Estudo do Ibre/FGV mostra que itens variaram mais de 6%, ante 3,02% da média inflacionária, em 12 meses
Previsões de recuo do IPCA à parte, datas comemorativas criadas artificialmente pelo comércio para vender estão se tornando, cada vez mais proibitivas. Nesse sentido, não existe exemplo mais emblemático do que o decantado Dia dos Namorados, marcado para a próxima segunda-feira (12), em que os respectivos presentes subiram mais de 6%, em média, nos últimos 12 meses, mais do que o dobro da inflação verificada nesse período (3,02%), aponta estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV).
O apelo nada romântico da carestia varejista deverá causar impacto relevante no volume de venda do setor, haja vista levantamento do site Reclame Aqui, divulgado por este Capitalist, segundo o qual a esmagadora maioria dos consultados (81%) não pretende comprar presente algum, sequer uma lembrancinha, justamente por causa da sanha financeira dos comerciantes. Outro exemplo emblemático vem do setor de serviços, que apresentou alta de 5,89%, puxada pela hospedagem em hotéis/motéis, que subiu 6,53%.
Apesar de o levantamento do Ibre/FGV – com base no cálculo da variação de 30 produtos e serviços do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC) – mostrar “alívio inflacionário” em bens duráveis (sobretudo eletrônicos: aparelho celular (-2,17%), computador e periféricos (-1,15%), bicicletas (-0,68%) e bijuterias (-0,25%), mesmo assim, a cesta de 22 itens na categoria produtos aumentou 6,07%, em média.
Entre aqueles produtos escolhidos com mais frequência como presente, as maiores altas foram verificadas na linha de cosméticos: sabonete (21,68%), artigo de maquiagem (9,76%), produtos para barba (9,37%) e perfume (8,70%), sem contar bombons e chocolates (12,90%).
Para a majoração do sabonete, a resposta tecnocrática da pesquisa do Ibre é de que houve queda de oferta de sebo animal, desde o segundo semestre do ano passado (2S22), enquanto que, no caso dos bombons, a explicação seria o encarecimento do leite nesse período outono/inverno.
Segundo o pesquisador do FGV IBRE Matheus Peçanha – responsável pela pesquisa – entre os itens da cesta de serviços com maiores majorações foram os restaurantes (6,27%), salões de beleza (6,19%) e cinema (5,73%). Neste caso, item algum dos serviços exibiu redução de preço no período de 12 meses.
Confira a lista da carestia
Livros (10,31%)
Roupas masculinas (8,41%)
Vinhos (7,71%)
Calçados femininos (6,65%)

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