Investimentos
Dinossauros e mercado financeiro: ações de fóssil são vendidas por R$ 425 cada
Empresa nos EUA abre vendas de ações de um fóssil de estegossauro por R$ 425 cada.
Na sexta-feira, 13 de dezembro, o mercado de fósseis deu um passo inédito: a empresa americana Rally anunciou a venda pública de ações de um fóssil de estegossauro.
Em um movimento inovador, o ativo estará disponível para investidores a partir do dia 20, quando serão ofertadas 200 mil ações ao preço de US$ 68,75 cada — aproximadamente R$ 426.
A iniciativa promete arrecadar até US$ 13,75 milhões (cerca de R$ 85,2 milhões).
Fóssil de estegossauro vira ativo financeiro nos EUA

O fóssil, que permanece em grande parte enterrado no estado de Wyoming, nos Estados Unidos, tem cerca de 150 milhões de anos e foi descoberto durante escavações conduzidas pelo paleontólogo Thomas Lindgren.
O esqueleto, embora não esteja completamente preservado, impressiona pelo tamanho: mais de sete metros de comprimento e quase dois metros de altura.
Segundo Lindgren, “não era um dinossauro perfeito ali, mas era bastante completo”. O paleontólogo ainda ressaltou que cerca de 67% dos ossos esperados foram encontrados.
Dinossauros como investimento: a controvérsia
O projeto reflete uma nova tendência no mercado, mas não está livre de críticas. Paleontólogos alertam que a comercialização de fósseis pode restringir o acesso de pesquisadores a espécimes importantes para a ciência.
A predominância de colecionadores privados pode limitar a disponibilidade desses achados para estudos científicos, um ponto que desperta preocupações entre especialistas.
Por outro lado, Rob Petrozzo, cofundador da Rally, defendeu a iniciativa como uma oportunidade única de democratizar o investimento em fósseis.
“Sentimos que há margem suficiente para que os investidores vejam um retorno”, afirmou ao The New York Times.
Para ele, o apelo cultural e a valorização contínua desse tipo de ativo tornam o negócio atrativo tanto para colecionadores quanto para jovens investidores.
O mercado de fósseis em alta
Nos últimos anos, o mercado de fósseis tem visto um crescimento expressivo, com leilões que alcançam valores impressionantes.
Em 2022, um bilionário arrematou um estegossauro fossilizado por US$ 44,6 milhões (aproximadamente R$ 276,5 milhões) e, posteriormente, doou a peça ao Museu Americano de História Natural, em Nova York.
A Rally, que já investiu US$ 2,25 milhões (R$ 13,95 milhões) no fóssil oferecido, espera um retorno significativo para os investidores. Segundo a empresa, a venda ocorrerá exclusivamente por meio de seu site e aplicativo, com previsão de liquidez para o próximo ano, quando o estegossauro poderá ser leiloado ou vendido em negociação privada.
Lindgren e Parker, responsáveis pela escavação, manterão 80% da propriedade do fóssil, garantindo que novas descobertas e pesquisas possam prosseguir.
Seja como ativo financeiro ou patrimônio científico, o fóssil do estegossauro destaca um mercado em expansão, no qual história, ciência e economia se encontram.
*Com informações de Aventuras na História.

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