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Moedas

Dólar sobe 0,34% e fecha acima de R$ 5,30 após anúncio do Fed

Banco Central norte-americano começará a retirar os estímulos monetários ainda este ano.

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As indicações de que o Banco Central norte-americano começará a retirar os estímulos monetários ainda este ano fizeram o dólar subir e fechar acima de R$ 5,30. A bolsa de valores fechou em alta pelo segundo dia seguido e retomou os 112 mil pontos, ainda refletindo o alívio em relação às medidas da China para evitar uma crise no mercado imobiliário local.

Leia também: É oficial: Banco Central eleva Selic para 6,25% ao ano; Quais os impactos?

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (22) vendido a R$ 5,304, com alta de R$ 0,018 (+0,34%). A cotação operou em queda na maior parte do dia, mas passou a oscilar bastante após o anúncio do resultado da reunião do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano), até consolidar a alta perto do fim da sessão.

No mercado de ações, o otimismo prevaleceu. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 112.282 pontos, com alta de 1,84%. O indicador, que chegou a subir 2,58% na máxima do dia, por volta das 15h, desacelerou após o fim da reunião do Fed, mas a recuperação do preço de diversas commodities (bens primários com cotação internacional) após a incorporadora chinesa Evergrande ter anunciado um pequeno acordo com um dos credores para evitar calote de títulos privados.

No mesmo dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve aumentar os juros básicos no Brasil, o Fed manteve os juros básicos dos Estados Unidos no menor nível da história, entre 0% e 0,25% ao ano e não alterou o programa mensal de compra de títulos. No entanto, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que a redução dos estímulos pode começar em novembro e ser concluída em meados de 2022. Paralelamente, os juros começariam a ser elevados no próximo ano.

O fim dos juros baixos nos Estados Unidos estimula a retirada de capitais financeiros de países emergentes, como o Brasil. Desde o início da pandemia de covid-19, o Fed tem mantido os juros básicos no menor nível da história e injetado dólares na economia internacional.

Em relação ao mercado chinês, os temores de que uma eventual falência da Evergrande provoque um efeito dominó que diminua as exportações do Brasil e de outros países emergentes. Caso a segunda maior economia do planeta desacelere e consuma menos commodities, como soja, petróleo e minério de ferro, o Brasil seria atingido. Desde 2009, a China é o principal destino das exportações brasileiras.

* com informações da Reuters

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Moedas

Dólar sobe 1,44% e encosta em R$ 5,45, maior valor desde abril

Bolsa de valores levou um tombo e voltou à casa dos 110 mil pontos.

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Num dia de tensões no Brasil e no exterior, o dólar voltou a encostar em R$ 5,45 e a fechar no valor mais alto desde o fim de abril. A bolsa de valores levou um tombo e voltou à casa dos 110 mil pontos.

Veja mais: Ibovespa fecha em queda de 2,22%, aos 10.393,09 pontos

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (4) vendido a R$ 5,447, com alta de R$ 0,077 (1,44%). A cotação chegou a operar próxima da estabilidade na primeira hora de negociação, mas passou a disparar após a abertura do mercado norte-americano.

A moeda norte-americana está no valor mais alto desde 27 de abril, quando tinha fechado vendida a R$ 5,461. Em 2021, a divisa acumula valorização de 4,97%.

O mercado de ações também teve um dia difícil. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 110.393 pontos, com forte recuo de 2,22%. O indicador operou o dia inteiro em queda e está no menor nível desde 20 de setembro, quando tinha fechado aos 108 mil pontos.

Três fatores principais acirraram a tensão no mercado internacional. Um dos presidentes regionais do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) disse hoje que a inflação nos Estados Unidos pode permanecer alta mais tempo que o esperado. A declaração aumenta a expectativa de que o Fed aumente os juros mais cedo que o esperado.

Na China, a incorporadora imobiliária Evergrande teve as ações suspensas na bolsa de Hong Kong. A empresa pretende vender uma subsidiária avaliada em US$ 5 bilhões para quitar débitos e evitar novos calotes. A turbulência no mercado global agravou-se durante a tarde, quando a queda dos sistemas do Facebook, do Instagram e do WhatsApp impactou as ações das empresas de tecnologia.

No Brasil, a expectativa em torno de uma possível prorrogação do auxílio emergencial pressionou as negociações. Os investidores temem o impacto da medida sobre as contas públicas. Paralelamente, o mercado analisa as repercussões da divulgação de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, tinham empresas em paraísos fiscais após assumirem cargos públicos.

Ontem (3), os dois informaram que as offshores foram declaradas à Receita Federal, ao Banco Central, à Comissão de Ética Pública da Presidência da República e às demais autoridades competentes LINK 1 . A existência das empresas foi revelada pelo Pandora Papers, investigação de um consórcio internacional de jornalistas com base em documentos vazados de 14 escritórios de advocacia no exterior.

* Com informações da Reuters

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Criptomoedas

O que é uma stablecoin e por que investir nessa criptomoeda?

Entenda como funciona as criptomoedas estáveis e quais as vantagens para os investidores. Mercado tem crescido cada dia mais.

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Uma das principais críticas às criptomoedas é sobre sua instabilidade. O valor da mais famosa delas, o Bitcoin, já variou mais de US$ 30 mil dólares só em 2021. Por isso, muitos investidores têm preferido apostar nas chamadas stablecoins.

Leia mais: Aprenda como investir na Bolsa de Valores com pouco dinheiro

O que é stablecoin?

O nome inglês tem tradução literal para “moeda estável”. A stablecoin é isso mesmo: uma criptomoeda que oferece estabilidade em seu valor. Não quer dizer que não existam variações, mas apenas que elas não são tão gritantes.

Como funciona?

O principal motivo que faz uma criptomoeda, como o bitcoin, variar tanto, é a falta de lastro. Em outras palavras, a falta de ancoragem em outro ativo deixa um vácuo de parâmetros. Não tem como comparar se está caro ou barato, é mais uma questão de oferta e demanda apenas. Ou seja, depende do interesse momentâneo.

Por isso, a stablecoin acaba sendo lastreada em ativos reais, como petróleo e dólar. Assim, é possível identificar parâmetros de alta e de queda. O valor só varia conforme seus ativos também variam.

Como exemplo, existe a stablecoin Tether – uma das mais famosas. Ela está lastreada em dólar, então seu valor é igual a US$ 1. Sempre que o dólar aumenta, ela aumenta e sempre que cai, ela cai. 

Qual a vantagem?

Dessa forma, qual é a vantagem em comprar um stablecoin no lugar do ativo. Porque um investidor compraria 500 Tether e não US$ 500, por exemplo?

“A vantagem de comprar uma stablecoin em vez do ativo no qual ela está lastreada (como o dólar, no caso do Tether) é conseguir combinar a estabilidade do ativo com a praticidade de uma moeda digital”. É o que explica a fintech Nubank, em seu blog.

Existem casos em que é mais barato fazer uma transação por stablecoin do que em dólar. Pois os meios para transação são mais práticos e menos burocráticos. Dessa forma, o público investidor acaba sendo um pouco específico.

Tipos

Para quem tem interesse em investir na área. Existem quatro tipos de stablecoin:

Centralizadas: geralmente lastreadas em moedas reais;

Cripto-colateralizadas: lastreadas em criptomoedas descentralizadas;

Commodity-colateralizadas: lastreadas em ativos, como ouro, imóveis, obras de arte etc.

Não-colateralizadas: baseada em algoritmos que definem quantidades de moedas em circulação.

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Bancos

Limite de transferências internacionais sobe para US$ 10 mil

Medida integra nova regulamentação do mercado de câmbio, por BC/CMN

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Crédito: investidorsardinha

Com a atualização das normas que regem o mercado de câmbio, a partir de 1º de outubro próximo, transferências internacionais poderão ser feitas até o limite de US$ 10 mil, conforme estabelece nova regulamentação do Banco Central (BC) e do Conselho Monetário Nacional (CMN).

‘Gastos correntes’ – Pelas novas regras, as transferências poderão ser feitas entre contas de um mesmo cliente (no país e no exterior), assim como para terceiros, sob a forma de ‘gastos correntes’. Nessa lista também entram finalidades, como manutenção de uma pessoa no exterior, aposentadorias, pensões e doações.

Segundo o BC, a medida deve impulsionar a demanda por eFx, assim batizado, pela autoridade monetária, o serviço prestado por empresas facilitadoras de pagamentos internacionais e de cartão, por exemplo, agora com teto de transferência ampliado.

Pequeno porte – Também foi facilitado o envio e recebimento de recursos internacionais, por meio do cartão de crédito, o que deve beneficiar mais diretamente o segmento de valores de pequeno porte, também conhecido como o de ‘transferências pessoais’. Neste caso, estão brasileiros no exterior que enviam dinheiro aos seus familiares, no Brasil, ou pais que o fazem a seus filhos, no exterior.

Novos operadores – Outra novidade da nova regra é permitir que instituições de pagamento peçam autorização à autoridade monetária para operar no mercado de câmbio, a partir de setembro de 2022, mediante operação apenas por meio eletrônico, sem qualquer troca física.

Remessa facilitada – Uma solução rápida, barata e simples, assim considera o chefe da subunidade do Departamento de Regulação Prudencial e Cambial do Banco Central, Lucio Holanda Oliveira, ao explicar que, a partir de agora, “uma pessoa detentora de cartão de crédito internacional poderá fazer uma remessa para ela mesma ser creditada no país”.

Competição favorecida – Oliveira acrescenta que as mudanças baixadas pelo governo, igualmente, favorecem a competição e expansão das fintechs que atuam como instituições de pagamentos, além de preservar os requerimentos referentes à Prevenção de Lavagem de Dinheiro (PLD) e àqueles referentes à prestação de informações ao BC.

Estrangeiro tem vez – As determinações do BC alcançam, ainda, os estrangeiros aqui residentes, que agora poderão abrir conta no país, antes limitada à abertura de conta de depósito, facilitando a vida de quem precisa de recursos no Brasil, assinalou o chefe do BC.

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