Economia
Dúvidas a respeito do novo arcabouço fiscal ‘turbinam’ juros futuros
Taxa do DI para outubro de 2023 subiu de 13,423% para 13,455% nesta sexta-feira
A prevalência de dúvidas quanto à eficácia do novo arcabouço fiscal, no sentido da aplicação das novas regras, tendo em vista estabilizar a dívida pública do país, ‘jogaram pressão’ sobre os contratos futuros de juros, que avançaram, nesta sexta-feira (31), apesar da ‘boa receptividade inicial’ da medida por parte do mercado.
No entanto, o entendimento de especialistas, de que ‘ainda faltam elementos para que as contas públicas fechem’ abriu margem para a elevação das taxas dos juros futuros. Como no caso da taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para outubro de 2023, que passou de 13,423%, no ajuste anterior, para 13,455%; da taxa para janeiro de 2024, que subiu de 13,153% para 13,19% e da taxa do DI para janeiro de 2025, que aumentou de 11,951% para 12,005%. Já para os contratos mais longos, como a taxa para janeiro de 2027, houve recuo de 12,085% do ajuste anterior, a 2,06%.
Próximo ao fechamento das negociações, a curva a termo estabelecia 11% de chances de o Banco Central (BC) cortar a Selic (taxa básica de juros) em 0,25 ponto porcentual (p.p.) na reunião de maio próximo, mas 89% de probabilidade de esta ser mantida nos atuais 13,75% ao ano.
O desempenho das taxas igualmente sofreu influência das declarações do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, na véspera, que continuou manifestando preocupação em relação às “expectativas de inflação”.
A sessão de hoje (31), por sua vez, foi temperada por ‘ajustes técnicos’, em que os participantes do mercado levavam em conta que, se a nova regra fiscal traria novas limitações às despesas públicas, o governo só conseguirá atingir a meta de 1% do PIB de superávit primário em 2026, caso haja aumento de receitas, cuja fonte ainda é um mistério.
Para o especialista em investimentos e sócio da Valor Investimentos, Wagner Varejão, “numa percepção inicial, o mercado reagiu bem. O mercado queria uma regra para trabalhar, porque antes não tínhamos regra nenhuma”, ao constatar, contudo, “que o arcabouço não equaciona nosso problema fiscal”.
No mercado internacional, a sessão foi de baixa para os rendimentos dos Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA), com perfil de dez anos, que recuaram 7,40 pontos-base, 3,477%.

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