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Economia

Efeito retardado do IGP-M (sobre alimentos e outros), indica nova e boa deflação do IPCA julho

Inflação abaixo da meta pode se consolidar em julho, mesmo que seja cedo para avaliar o ano todo em função da chegada do super El Niño

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Varejo cresce 8% em junho, com recuperação alavancada por supermercados

A deflação de junho, em 0,08%, do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), após 10 meses de alta, tem tudo para ser reproduzida em julho, com baixa ainda maior.

E pode se consolidar abaixo do teto da meta, de 3,25% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), já que acumulou 3,16% em 12 meses.

O principal sinal vem do Índice Geral Preços – Mercado (IGP-M), também de junho, em deflação de 1,93%, sobre a alta de 1,84% de maio.

Marcador da inflação ao produtor, o indicador medido pela FGV tem muito efeito retardado.

As matérias-primas vão sendo repassadas à medida em que os produtos finais vão sendo escoados.

Enquanto o setor de serviços é o que demonstra mais resistência às baixas de preços, o núcleo alimentos, que no IPCA do mês anterior apresentou forte baixa, pelo IGP-M teve queda mais acentuada, junto com os combustíveis.

Milho e até carnes tiveram participação relevante.

Pensar em inflação dentro da meta, considerando a tolerância de 1,5% para cima ou para baixo, ainda é cedo.

Embora todas as previsões apontam para a inflação menor em 2023, o segundo semestre está mal começando e ainda há dúvidas dos efeitos do super El Niño sobre os alimentos, quanto à distribuição regional de calor excessivo e chuvas.

Mas fica cada vez mais cristalizada de que na próxima reunião do Copom, em agosto, a taxa Selic vá ser reduzida dos 13,75% atuais.

Se em 0,25 ponto percentual ou 0,50 pp são as apostas daqui para frente.

 

Com mais de 40 anos de jornalismo, sempre em economia e mercados, já passou pelas principais redações do País, além de colaborações para mídias internacionais. Contato por e-mail: infomercadosbr@gmail.com

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