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Especialistas consideram ‘pontual’, ‘tombo’ de 2% do IBC-Br em maio
Efeito ‘sazonal’ teria determinado o resultado negativo da ‘prévia do PIB’, após alta de 0,81% em abril
Maior queda do índice, desde março de 2021, o IBC-BR (denominado como prévia do PIB) de maio último (série livre de efeitos sazonais) apresentou ‘tombo’ de 2% – indicador ‘encolheu de 148,56 pontos para 145,59 pontos – após avançar 0,81% no mês anterior . Apesar do resultado adverso, este foi considerado por especialistas ‘pontual’ e que não ‘compromete’ o crescimento da economia brasileiro em 2023.
Segundo o professor de economia da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Feldman, “o fato de não ter ocorrido crescimento em maio ante abril não é preocupante, nem muito ‘explicável’, pois, o mais importante é avaliar a base de comparação anual”. Neste caso, o cálculo estatístico apontaria uma expansão de 2,15% da atividade econômica, no comparativo anual.
Ao subscrever relatório sobre a performance do IBC-Br, o analista do Goldman Sachs, Alberto Ramos reforça a tese de Feldman, ao ponderar que “séries dessazonalizadas de diversos indicadores de atividade real têm apresentado alta volatilidade”, que remeteria a uma provável oscilação da produção agrícola.
Ao ressaltar que a previsão do banco de investimento ianque é de a economia brasileira avançar 2,05% este ano, Ramos acentua que tal performance deverá ser ‘beneficiada’ por estímulos fiscais e parafiscais, a exemplo de transferências de renda mais ‘robustas’ a famílias de baixa renda (mais propensas ao consumo), sem contar a elevação real da massa salarial e a queda da inflação. Entretanto, o documento do Goldman adverte que podem ocorrer o que chamou de ‘ventos contrários’ à atividade econômica do país, uma vez superado o primeiro trimestre deste ano (1T23).
O efeito sazonal, em razão do final da forte safra de soja, também é apontado pelos analistas do PicPay, Marco A. Caruso e Igor Cadillac, como fator determinante para o recuo do PIB de maio, assim como a retração das vendas do varejo, que caíram 1% ante abril desse ano. Apesar de tal constatação, o PicPay projeta um avanço de 0,3% do PIB no segundo trimestre, seguido por uma gradual desaceleração no segundo semestre, até encerrar o ano com uma alta de 1,9%.
Fazendo coro às abordagens anteriores de seus pares, o economista-sênior do banco Inter, André Cordeiro, avalia que o dado mensal do IBC-Br é bastante volátil e passível de muita ‘revisão’, uma vez que a economia brasileira aparenta iniciar um processo de desaceleração, mas ainda em patamar ‘robusto’. Nesse aspecto, Cordeiro conclui, ressalvando que, “porém, a tendência é de desaceleração, devido ao impacto acumulado da política monetária restritiva e do desempenho da agricultura, que deverá inferior ao ritmo observado no primeiro trimestre”.

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