Economia
Fed ‘ameniza’ conflito Israel-Hamas e juros futuros ‘tombam’
Suposta proposta trégua de grupo terrorista teria ‘freado’ ímpeto de taxas futuras
O ‘acirramento de ânimos’ e o decorrente crescimento da ‘aversão ao risco’ – por conta da guerra que envolve o grupo terrorista Hamas e Israel, desde sábado último (7) – acabaram sendo amenizados pelas declarações do vice-presidente do Federal Reserve (Fed), o bc ianque, Philip Jefferson – de que o conflito estaria próximo de um armistício – fazem com que os juros futuros apresentassem viés de baixa, na sessão desta segunda-feira (9).
Se já estavam ‘comportadas’ durante a manhã, as taxas futuras despencaram, horas depois, de forma mais consistente. Também contribuiu para inibir o ‘ímpeto’ dos juros futuros a ausência do mercado de Treasuries (papéis do Tesouro ianque) hoje, em razão do feriado Dia de Colombo nos EUA.
Como reflexo dessas variáveis de mercado, na chamada ‘ponta curta’, a taxa dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 recuou de 10,954%, no ajuste de sexta-feira, para 10,845%; a do DI para janeiro de 2026 baixou de 10,83% para 10,67%; a do DI para janeiro de 2027 encolheu de 11,08% para 10,89% e na ‘ponta longa’, a do DI para janeiro de 2029 desceu de 11,56% a 11,37%.
Em paralelo à ‘acomodação gradual’ das taxas futuras, a conflagração no Oriente Médio trouxe como sequela quase que imediata a elevação das cotações do petróleo, logo alçadas ao patamar de R$ 90 por barril, impondo alta de 4% na sessão de hoje (9).
Para o economista André Perfeito, “apesar da alta do petróleo, a reação nos mercados tem sido discreta ao avaliar que a guerra em Israel contra a Faixa de Gaza será limitada à região”, ao observar a redução da aversão ao risco ao longo do dia, reforçada pela informação veiculada pela agência britânica Reuters, de que o Hamas estaria disposto a negociar uma trégua. Em contraste à essa suposta posição do grupo terrorista, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, adiantou que pretende atacar o Hamas “com forças nunca vistas antes”.
No front interno, a expectativa de analistas é de que o petróleo possa atingir níveis próximos a US$ 100. “Os preços de combustíveis trazem risco de contaminação para outros preços e, com isso, o Banco Central poderia cortar menos a Selic ou encurtar o ciclo”, admite o estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz.

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