Economia
Financiamentos imobiliários começam a acompanhar alta da Selic
De início conservadores, bancos privados reajustam taxas; CEF mantém a sua
A alta vertiginosa da Selic, nos últimos meses – a taxa básica de juros saltou de apenas 2% ao ano para 5,25% ao ano, em pouco mais de seis meses, com previsão de chegar a 7% no final do ano – ligou o sinal de alerta para que os bancos começassem a refletir a carestia nas condições de financiamento imobiliário oferecidas ao público.
Temporada de alta – A temporada de preços estagnados e taxas próximas da mínima histórica agora faz parte do passado, à medida que o Banco Central (BC) avançava no patamar da Selic, de olho no crescimento célere da inflação, alterando inteiramente o ambiente de negociação no segmento. Agora, a realidade é que as instituições financeiras passaram a repassar, inteiramente ou não, o aumento do custo de captação de recursos do tomador de crédito.
Santander ‘pioneiro’ – Um dos primeiros bancos a se manifestar foi o Santander (BCSA34), que aplicou reajuste, de 6,99% para 7,99% ao ano (mais a taxa referencial – TR), suas taxas de financiamento imobiliário, seguido pelo Bradesco (BBDC4), que remarcou a sua, de 6,7% para 6,9% ao ano. Consultado pelo site Valor Econômico, o Santander explicou que “o atual ciclo de elevação da Selic afeta a curva de juros no longo prazo, influenciando as taxas do financiamento imobiliário”.
Caixa inalterada – A tendência é de que a iniciativa seja seguida pelo restante do mercado, nas próximas semanas e meses. Mas há exceções. É o caso da Caixa Econômica Federal (CXSE3) que na última terça (3), decidiu destoar do coro altista, anunciando que não pretende aumentar suas taxas, pelo menos no curto prazo.
Barreiras à vista – A alternativa da instituição federal, porém, caso seja replicada por outras, não impedirá, preveem analistas, que os bancos montem barreiras que tornem difícil o acesso a essas taxas mais acessíveis ao público. Diante desse cenário, caberá a cada instituição avaliar o perfil de cada cliente, fazendo simulações, a fim de negociar taxas mais atrativas.
Taxas mínimas anunciadas pelos cinco maiores bancos
Instituição Taxas de juros ao ano (%)
Banco do Brasil 7,95
Bradesco 6,90
Caixa 6,25
Itaú 6,90
Santander 7,99

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