Economia
IBGE: IPCA-15 avança 0,76% em fevereiro
Prévia da inflação amplia variação este mês, ante a alta de 0,55% registrada em janeiro
Traduzindo um movimento de ascensão, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) – mais conhecido como ‘prévia da inflação – avançou 0,76% em fevereiro, bem acima da alta de 0,55% registrada no mês anterior, informou, nesta sexta-feira (24), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Se considerado o período de 12 meses até fevereiro, o IPCA-15 já soma 5,63%, patamar, porém, inferior, aos 5,87% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores, computados na medição de janeiro último, mas, ainda assim, acima da previsão de 5,60%, feita por analistas. Segundo a edição mais recente do Boletim Focus, produzido pelo Banco Central (BC), o IPCA (o índice oficial de inflação) deve encerrar este ano com alta de 5,89%.
Por qualquer cálculo, os percentuais acumulados estão muito distantes da meta oficial de inflação em vigor – fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) – de 3,25%, com margem de 1,5 ponto percentual (p.p.), para mais ou para menos.
Entre os grupos que compõem o IPCA-15, o de Educação foi o que mais pesou no resultado deste mês (0,36 p.p.), ao disparar 6,41%, com destaque para as variações verificadas em itens, como os cursos regulares (7,64%), devido a reajustes das mensalidades; ensino médio (10,29%), do ensino fundamental (10,04%), da pré-escola (9,58%) e da creche (7,28%). Ensino superior (5,33%), curso técnico (4,50%) e pós-graduação (3,47%) também registraram altas.
Embora os avanços percentuais sejam significativos, a economista do C6 Bank, Claudia Moreno, pontua que os reajuste no setor educacional, face à iminência da volta às aulas representa um efeito ‘claramente sazonal’ e “não surpreendente’. “Quando a gente olha para a composição do IPCA-15, ele veio um pouco melhor do que o esperado”, comenta.
Quanto à perspectiva de comportamento do indicador, Claudia Moreno, entende que “a inflação à frente continuará alta e os preços livres devem desacelerar de forma gradual”. Segundo ela, a projeção do banco é de que o IPCA termine este ano em 5,8%, mas essa previsão pode ser alterada se a desoneração dos combustíveis acabar no dia 28, conforme previsto. “O fim dessa desoneração traria um impacto relevante para o IPCA”, admitiu.
Como confirmação de tendência da carestia, oito dos nove grupos de produtos e serviços que integram o IPCA-15 registraram elevação em fevereiro, em especial, o de Habitação, que subiu 0,63%, bem acima da alta de 0,17% vista em janeiro. Ao mesmo tempo, em igual comparativo, o grupo Alimentação e bebidas desacelerou, ao crescer 0,39%, ante ao aumento 0,55% do mês anterior, como também os Transportes, que subiu apenas 0,08%, recuando em relação à variação de 0,17% em janeiro.
Para o chefe de pesquisa macroeconômica da Kínitro Capital, João Savignon, “o quadro geral segue inalterado, com uma desinflação no acumulado em 12 meses”, observa, ao emendar que “a composição segue refletindo menores preços de alimentos e de bens industriais”.

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