Economia
IBGE: IPCA acumulado em 12 meses chega a 9,32% em julho
Percentual é maior taxa para o índice em cinco anos, segundo apontou instituto
Maior taxa desde maio de 2016 – quando chegou a 9,32% – o IPCA acumulado em 12 meses, somou 9,32% em julho, acima, portanto, dos 8,35% registrados no mês imediatamente anterior. Essas informações constam da pesquisa sobre a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgada nessa terça-feira (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Maior desde 2002 – Somente no mês de julho, o índice – que mede o reajuste de preços para as famílias com renda entre um e 40 salários mínimos – teve alta de 0,96%, o que significa o maior resultado para o mês desde 2002, que apresentou alta de 1,19%. Em julho do ano passado, a taxa foi de 0,36%, menor do que a do mês anterior, de 0,53%.
SP lidera – Indicador de tendência no comportamento de preços, oito dos nove grupos pesquisados apresentaram alta em julho, que sofreu influência do grupo habitação (3,10%), fortemente pressionado pela alta de 7,88% da energia elétrica. Neste caso, o destaque cabe às cidades de São Paulo (11,38%), Curitiba (8,97%), Porto Alegre (9,08%). Em 12 meses, a energia elétrica já acumula reajuste de 20,09%.
Bandeira vermelha é vilão – O aumento de 52% no valor adicional da bandeira tarifária vermelha é apontado como um dos fatores de pressão sobre o índice, acentua o analista da pesquisa do instituto André Almeida, ao apontar, também, os reajustes nos preços das tarifas em algumas áreas de abrangência do índice.
“O acréscimo nessa bandeira tarifária vermelha (patamar 2) era de, aproximadamente, R$ 6,24 a cada 100kWh consumidos e, a partir de julho, esse acréscimo passou a ser de R$ 9,49”, explicou. Almeida conta que, muitas vezes, esse custo é repassado pelo comércio ao consumidor final, com peso mais expressivo da energia elétrica.
Transportes são vice – Em segundo lugar na carestia, vem o grupo dos transportes (1,52%), puxados pelas passagens aéreas (35,22%), seguido do transporte por aplicativo, que inflou de -0,95%, em junho, para 9,31%, no mês passado, ao passo que o aluguel de veículo saltou de 3,99%, em junho, para 9,34% em julho.
Alta modesta – Os combustíveis tiveram alta modesta, de 1,24% em julho, pequeno avanço ante os 0,87% de junho, seguidos pela gasolina (+1,55% no mês), reajuste acumulado de 39,65% em 12 meses. O etanol, por sua vez, teve queda de 0,75% no mês, mas apresentou expansão de 57,27% em 12 meses. O óleo diesel subiu 0,96% no mês e 36,35% em 12 meses.
Tomate lidera – Expansão também acusou o grupo de alimentos e bebidas (0,60%), maior, portanto, aos 0,43% registrados em junho, ao passo que o item alimentação no domicílio subiu de 0,33%, em junho, para 0,78% em julho, puxado pela alta do tomate (18,65%), do frango em pedaços (4,28%), do leite longa vida (3,71%) e das carnes (0,77%). As quedas no mês foram verificadas no preço da cebola (-13,51%), batata-inglesa (-12,03%) e do arroz (-2,35%).
Tomate de novo – O acumulado em 12 meses ficou em 42,96% para o tomate, 34,28% nas carnes, 21,88% no frango em pedaços e 11,29% para o leite longa vida. A cebola teve queda de 40,38% em 12 meses e a batata-inglesa diminuiu 19,71%. O arroz, apesar da queda no mês, tem alta de 39,69% em 12 meses. Segundo Almeida, vários fatores contribuíram para a alta da inflação.

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