Economia
IBGE: rendimento médio mensal domiciliar cresce 6,9% em 2022
Segundo a Pnad Contínua, valor passou de R$ 1.484, em 2021, para R$ 1.586 no ano passado
A retomada do mercado de trabalho e a concessão do Auxílio Brasil, pela administração federal anterior, possibilitou que o rendimento médio mensal domiciliar per capita crescesse 6,9% em 2022, ante o anterior, quando passou de R$ 1.484 (menor patamar da série) para R$ 1.586. De igual forma, no mesmo comparativo, a massa de rendimento mensal real per capita registrou avanço de 7,7%, ao atingir R$ 339,6 bilhões, segundo dados da ‘Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua: Rendimento de todas as fontes 2022’, divulgados, nesta quinta-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Como era de se esperar, as regiões Norte e Nordeste apresentaram os menores valores de rendimento médio mensal domiciliar per capita do país, de R$ 1.096 e R$ 1.011, respectivamente, enquanto que os rendimentos das regiões Sul e Sudeste ficaram estáveis em R$ 1.927 e R$ 1.891, respectivamente.
Já o percentual da população com rendimentos passou de 59,8%, em 2021, para 62,6% em 2022, marcando o maior patamar atingido pela série. Em contrapartida, o rendimento médio de todos os trabalhos, de R$ 2.659, apresentou recuo de 2,1% (no mesmo comparativo anual), ao passo que aquele procedente de ‘outras fontes’ – correspondente ao valor médio de R$ 1.657, teve alta de 12,1%.
Por outro critério da Pnad Contínua, a massa de rendimento mensal real de todos os trabalhos aumentou 6,6% no ano passado, chegando ao montante de R$ 253,1 bilhões. Para o instituto, tal recuperação ocorre após perdas de 5,6% apuradas em 2020 e de 3,2% em 2021, anos afetados pela crise pandêmica.
Em nota, o IBGE acentua que “entre 2021 e 2022, caiu bastante (de 15,4% para 1,5%) a proporção de domicílios com algum beneficiário de outros programas sociais, o que inclui o Auxílio Emergencial, ao passo que aumentou (de 8,6% para 16,9%) a proporção de domicílios com algum beneficiário do Auxílio Brasil/Bolsa Família. Essas oscilações podem estar ligadas a migrações entre benefícios (quando fosse mais vantajoso) ou a eventuais dificuldades dos informantes em identificar corretamente qual benefício recebiam”.
Na avaliação da pesquisa, foi constatada diferença relevante de rendimento médio mensal domiciliar entre domicílios que recebiam ou não algum programa de transferência de renda, em especial, relacionado ao Auxílio Brasil/Bolsa Família. No caso daqueles que recebiam o Auxílio Brasil, o rendimento era de R$ 533; de R$ 900 para os contemplados com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de R$ 814, referentes a outros programas sociais.

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