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IGP-DI ‘freia’ deflação, ao passar de -1,45% em junho, para -0,40% em julho

Indicador de inflação agora acumula variação de -5,35% no ano e de -7,47% em 12 meses

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Assim como a inflação, a deflação também ‘desacelerou’ no mês passado, haja vista que o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), um dos principais medidores de inflação do país, recuou 0,40%, bem abaixo do que a queda de 1,45% registrada em junho. Com este resultado, indicador acumula queda de 5,35% no ano e de -7,47%, em 12 meses. Em julho de 2022, a variação do índice foi de -0,38%, mas soma alta de 9,13% em 12 meses.

Traduzindo a reversão da tendência negativa, commodities considerados de ‘peso’, que se mantiveram deflacionários por meses, passaram a avançar, contribuindo para reduzir o ímpeto de queda do Índice de Preços do Atacado (IPA), com reflexos sobre a variação sobre o IGP-DI.

Com peso ponderado de 60% no índice geral, o Índice de Preço ao Produtor Amplo (IPA) recuou 0,61% no mês passado, queda bem inferior à registrada em junho, de -2,13%. Pelo critério de ‘estágios de processamento’, a taxa do grupo Bens Finais aprofundou a deflação, indo de -1,05% em junho para -1,11% em julho, sob influência da desaceleração do subgrupo alimentos ‘in natura’, que despencou de -0,15% para -3,07%.

Entre as commodities, os percentuais de alta mais relevantes foram: soja (de -3,61% para 3,82%), minério de ferro (de -2,19% para 1,95%) e bovinos (de -5,70% para 1,71%). Movimento semelhante, mas menos intenso, foi descrito pelo índice de Bens Finais (ex) – que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo – que passou de -0,46% em junho para 0,42% em julho.

Já a taxa do grupo Bens Intermediários passou de -1,73% em junho para -0,60% em julho, influenciado pela menor variação do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, que saiu de uma deflação de 5,28% para uma elevação de 1,24%. Calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, o índice de Bens Intermediários (ex), reduziu o ritmo de queda, de 1,16% em junho, para um recuo de 0,88%, no mês passado.

Com peso ponderado de 30% no IGP-DI, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) passou ao terreno positivo, ao reverter a queda de 0,10% em junho, para uma inflação de 0,07% no mês passado, com avanço de quatro das oito classes de despesa componentes do índice: Transportes (-1,14% para 1,07%), ‘puxado’ pela gasolina (-0,29% para 4,08%); Educação, Leitura e Recreação (0,87% para 1,33%), sob influência da passagem aérea (4,77% para 6,20%); Despesas Diversas (0,12% para 0,48%), em decorrência da alta dos serviços bancários (0,00% para 0,63%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,19% para 0,25%), devido à menor deflação dos  artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,39% para -0,04%).

No campo da variação negativa, ainda com influência no IPC, destaque para os grupos Habitação (0,23% para -1,06%), por influência da tarifa de eletricidade residencial (1,20% para -4,64%); Vestuário (0,50% para -0,33%), devido à deflação de roupas (0,57% para -0,40%), sem contar Comunicação (0,14% para 0,04%), por conta do recuo do combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,10% para -0,03%).

Avanço menor registrou o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) – com 10% de peso ponderado no IGP-DI – ao frear a alta de 0,71% em junho, para 0,10% no mês passado, com destaque para os seguintes itens, no comparativo mensal: Materiais e Equipamentos (-0,09% para -0,28%), Serviços (0,27% para 0,85%) e Mão de Obra (1,46% para 0,50%).

Mês de
referência
Evolução
Mensal
Acumulado
12 meses
jul/23 -0,40% -7,47%
jun/23 -1,45% -7,44%
mai/23 -2,33% -5,49%
abr/23 -1,01% -2,57%
mar/23 -0,34% -1,16%
fev/23 0,04% 1,53%
jan/23 0,06% 3,01%
dez/22 0,31% 5,03%
nov/22 -0,18% 6,02%
out/22 -0,62% 5,59%
set/22 -1,22% 7,94%
ago/22 -0,55% 8,67%
jul/22 -0,38% 9,13%

 

 

Sou um profissional de comunicação com especialização em Economia, Política, Meio Ambiente, Ciência & Tecnologia, Educação, Esportes e Polícia, nas quais exerci as funções de editor, repórter, consultor de comunicação e assessor de imprensa, mediante o uso de uma linguagem informativa e fluente que estimule o debate, a reflexão e a consciência social.

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