Economia
Juros futuros ficam voláteis, ante o risco iminente de maior aperto monetário pelo Fed
Taxas refletem tensão do investidor, pelo combate mais duro à inflação ianque por parte do banco central dos EUA
Imprensados, de um lado, pelo tom de aperto monetário da ata do Federal Reserve (Fed) – banco central ianque – e por outro, pela divulgação do índice de gastos do consumidor dos Estados Unidos (PCE, na sigla em inglês), os juros futuros exibiram alta volatilidade nesta quinta-feira (23), após sinalizarem recuperação, pela manhã, logo substituída pelo declínio das taxas, à tarde, numa oscilação classificada como ‘contida’ por especialistas. No front interno, fatores como arrecadação de janeiro e o caso da vaca louca não exerceram influência mais significativa sobre o comportamento dos indicadores.
Diante de tal cenário conturbado, a taxa de contato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 avançou de 13,37% ontem (22), no ajuste, para 13,39%; a do DI para janeiro de 2025 subiu de 12,61% para 12,64; o DI para janeiro de 2027 recuou de 12,88% para 12,87%, e o DI para janeiro de 2029, aumentou de 13,22% para 13,24%.
Na avaliação da economista-chefe da MAG Investimentos, Patrícia Pereira, o quadro externo influiu de forma mais decisiva sobre o comportamento das taxas futuras. Entre esses fatores, pela manhã, ela cita o resultado do PIB americano no 4º trimestre de 2022, que superou 2,7% na segunda estimativa (abaixo da previsão inicial, de uma alta de 2,9%), dado que contribuiu para trazer ‘algum alivio’ na tensão do mercado em relação a respeito da intensidade da contração monetária a ser aplicada pelo Fed, sem contar o ‘estresse’ representado pela divulgação da ata da autoridade monetária estadunidense.
Como resultante, teria havido espaço para um recuo ligeiro nas taxas, tendência revertida em segida, pela volatilidade decorrente da divulgação de dados do PCE. “Os dados de janeiro nos EUA estão com uma narrativa muito diferente de dezembro, parando de contar a história de possível queda de juros este ano”, assinalou Patrícia.
No Brasil, as taxas futuras não apresentaram um recuo consistente, a despeito da melhoria cambial e recuo na rentabilidade dos títulos do Tesouro americano (treasuries), cuja inversão da curva foi interpretada como um indicativo de recessão nos EUA, mesmo que pontual. Nesse sentido, a taxa dos papéis de dez anos superou o rendimento dos títulos de 30 anos, na maior parte da sessão, em que ambas a encerraram no nível de 3,87%.
Para o mercado tupiniquim, as variáveis mais substanciais diziam respeito à arrecadação de R$ 251,745 bilhões em janeiro, pouco superior à mediana das estimativas (R$ 250,367 bilhões), embora o maio foco de interesse do investidor local girava em torno da regra fiscal que o governo federal pretende utilizar em lugar do teto de gastos.

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