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Mineradora Vale perde valor de mercado frente à transição na presidência; confira
Conselho de Administração se manifestou.
A Vale (VALE3) sofreu uma perda significativa de R$ 48,3 bilhões em valor de mercado desde o início deste ano, em meio a uma conturbada transição na presidência da empresa. O levantamento é do consultor Einar Rivero, sócio-fundador da Elos Ayta.
Vale lembrar que na última sexta-feira (8), o Conselho de Administração decidiu estender o contrato do atual CEO, Eduardo Bartolomeo, até 31 de dezembro de 2024, prorrogando seu mandato que se encerraria em maio.
Além disso, a empresa planeja contratar uma consultoria de recursos humanos para elaborar uma lista tríplice com possíveis sucessores. No entanto, existe um receio entre os conselheiros de que essa mudança seja manipulada.
A controvérsia em torno da sucessão na Vale foi exacerbada pela tentativa do governo de Lula de nomear o ex-ministro Guido Mantega como presidente da empresa e membro do Conselho de Administração. Essa interferência gerou divisão entre os acionistas da companhia.
A decisão de adiar a substituição de Bartolomeo até o final do ano foi vista como uma maneira de atender ao desejo do governo de removê-lo do cargo, enquanto adia a escolha do próximo presidente até a avaliação da lista tríplice.
Vale (VALE3)
Nomes como Walter Schalka, presidente da Suzano (SUZB3), Paulo Caffarelli, ex-presidente da Cielo (CIEL3) e do Banco do Brasil, e Murilo Ferreira, ex-presidente da Vale, foram mencionados como possíveis candidatos à presidência da empresa.
A conturbada sucessão na Vale levou o BTG Pactual (BPAC11) a rebaixar sua recomendação de compra das ações da empresa para “neutra”. As ações da Vale já caíram 14,49% este ano.
Os analistas do banco destacaram que a empresa enfrenta intensa pressão e ruído político, especialmente em relação à próxima liderança da empresa, além das questões envolvendo a Samarco/Renova, com a empresa reconhecendo mais provisões. Uma resolução final para esses problemas pode levar meses, de acordo com o banco.
Além disso, as interrupções operacionais em minas no Pará (Sossego e Onça Puma), que já foram resolvidas, indicam um clima hostil das autoridades locais em relação à empresa. A Vale se comprometeu a manter diálogo com as autoridades competentes.
Os analistas do BTG Pactual também observaram uma divisão clara entre os membros do Conselho sobre a direção futura da empresa, o que consideram preocupante, dada a quantidade de desafios que a Vale enfrenta.
(Com Agências).

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