Tecnologia
Mito ou verdade: é perigoso usar foto para criar imagens no estilo Studio Ghibli?
Verdade. Ferramentas que geram imagens no estilo Studio Ghibli com IA usam fotos do rosto e podem expor dados biométricos online.
As imagens geradas por inteligência artificial (IA) no estilo dos filmes do Studio Ghibli têm se multiplicado nas redes sociais. Inspiradas em um universo visual que mistura fantasia e delicadeza, essas recriações encantam pela estética nostálgica. No entanto, por trás da aparência, podem haver riscos reais para quem compartilha suas próprias fotos nesses sistemas.
Para gerar esse tipo de imagem, muitas ferramentas pedem que o usuário envie fotos do próprio rosto. A partir disso, a IA transforma o retrato em uma ilustração no estilo Ghibli. O processo parece inofensivo, mas não é tão simples quanto parece.
Ao cederem suas imagens, milhões de pessoas também estão entregando dados biométricos a sistemas que nem sempre deixam claro como essas informações serão tratadas.
Dados sensíveis ficam disponíveis na web
Ao subir uma foto em plataformas de IA, o usuário permite que aquela imagem seja processada, armazenada e, em alguns casos, reutilizada. Isso inclui características como traços faciais, distância entre os olhos, formato do nariz e da boca — dados considerados sensíveis por sistemas de reconhecimento biométrico.
Essas informações, quando expostas ou armazenadas sem proteção adequada, podem ser usadas para fins comerciais, marketing comportamental ou, em situações mais graves, para invasão de contas e roubo de identidade. A lógica é simples: se o produto é gratuito, muitas vezes o pagamento é feito com os próprios dados.
Além disso, quando essas imagens são compartilhadas nas redes, acabam se tornando parte do banco de dados global da internet, onde podem ser copiadas, manipuladas ou indexadas por outros sistemas.
Uso de estilo do Studio Ghibli gera debate sobre autoria

Outro ponto de debate é o uso de estilos artísticos reconhecíveis, como o do Studio Ghibli. Criar imagens “no estilo de” pode parecer uma homenagem, mas levanta questões sobre propriedade intelectual e o papel da criatividade humana.
Os algoritmos se baseiam em padrões visuais já existentes, treinados a partir de obras feitas por artistas reais — sem que, muitas vezes, esses criadores tenham autorizado esse uso.
No caso do Ghibli, a crítica é ainda mais direta. Hayao Miyazaki, cofundador do estúdio, já demonstrou publicamente repulsa à aplicação da inteligência artificial em animação. Em um vídeo, descreveu o uso da tecnologia como um “insulto à vida”, reforçando o posicionamento do estúdio contra o uso desse tipo de recurso em criações artísticas.
Portanto, embora a arte gerada por IA pareça encantadora à primeira vista, ela carrega uma série de camadas éticas e práticas que vão além da estética. Em tempos de avanços rápidos e fronteiras difusas entre o digital e o humano, pensar sobre o que entregamos — e o que se perde no processo — torna-se mais necessário do que nunca.

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