Commodities
País deve exportar 43,74 milhões de toneladas de milho este ano
Resultado decorre da ampliação da safra e pela demanda externa aquecida do cereal, aponta Anec
Com o volume exportado este mês, de 6,58 milhões de toneladas de milho, o país deverá atingir um montante recorde de exportações de 43,74 milhões de toneladas do cereal em 2022. A estimativa foi feita, nesta terça-feira (20) pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), já considerando uma ligeira redução dos embarques, na semana passada.
Como fatores determinantes desse avanço expressivo, a entidade aponta a ‘ampla safra’ de milho, que está sendo colhida este ano, assim como pela demanda externa aquecida, que se acentuou após a eclosão da guerra na Ucrânia e com a abertura do mercado chinês ao cereal.
No caso dos contratos futuros do milho, negociados na B3 (B3SA3), estes apresentaram hoje (20), recuo de cotações entre 0,22% e 0,43%, refletindo a variação do mercado cambial, em que o contrato para janeiro próximo estava cotado a R$ 87,71 por saca e o para maio de 2023, a R$ 91,09 por saca.
Vendo por outro ângulo, porém, os futuros do milho, negociados na B3, têm acompanhado o ‘tombo’ forte do dólar que, nessa terça-feira (20) recuava 1,64%, cotado a R$ 5,22, em meio a um cenário marcado pela ‘timidez’ nos negócios do mercado nacional e externo, o que se materializa por um comportamento mais ‘contido’, tanto de compradores quanto de vendedores, nas últimas semanas do ano.
Segundo especialistas, o mercado do milho estaria se comportando de forma ‘lateralizada’, exibindo poucas variações, em que pese a falta de notícias que alterem essa tendência. Os traders, por sua vez, vêm monitorando a demanda do grão nacional, a qual tem se tornado mais intensa nas últimas semanas, em que pese os impactos da seca no Rio Grande do Sul, um dos principais estados produtores do país.
De modo semelhante, as cotações do cereal na Bolsa de Chicago (EUA), exibiam ‘tranquilidade’, isto é, sem oscilações significativas, com ganhos variando de 2,50 a 5,75 pontos, nas posições mais negociadas, haja vista que contrato para março estava sendo cotados a US$ 6,53 e o de julho, a US$ 6,48 por bushel.
Segundo analistas internacionais, as perspectivas de melhoria nas condições do clima, na Argentina e na região Sul brasileira nas próximas semanas, devem pesar sobre as cotações, embora traders continuem atentos a prazos mais dilatados, em que há possibilidade de o tempo ficar mais seco e quente.
O diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa observa que “os futuros de soja e milho estão mais fortes hoje, com os players analisando a fundo as previsões climáticas para a América do Sul, sem indicações de chuvas nos volumes necessários, em especial para a Argentina e região Sul do Brasil. O mercado também segue atento à guerra na Ucrânia e também a situação da Covid na China”.

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