Commodities
Preço do petróleo em 2023 continua refém do desequilíbrio entre oferta e demanda, diz BTG
Análise de banco de investimentos.
O preço do petróleo em 2023 continuará refém do desequilíbrio entre oferta e demanda, segundo o BTG Pactual (BPAC11).
De acordo com relatório divulgado na tarde desta terça-feira (20), o banco de investimentos ressalta que essa “variável” fará com que o preço do barril de petróleo possa ultrapassar os US$ 100 novamente.
Vale lembrar que nas últimas semanas o preço da commodity esteve abaixo dos US$ 80 dólares. Às 15h25 de hoje, por exemplo, o tipo Brent avançava 0,33%, cotado a US$ 80,06, enquanto o tipo WTI subia 1,11%, cotado a US$ 76,23.
Além disso, a retomada da economia chinesa com a flexibilização da política de covid-zero e a resiliência da atividade dos Estados Unidos também incidirá sobre o produto.
“O fim da política de liberação de reservas estratégicas americanas e o pouco espaço para incremento da oferta da Opep também devem sustentar as cotações da commodity. Por outro lado, uma desaceleração da atividade econômica global, puxada por EUA e Europa, e o avanço da covid-19 na China podem frear um aumento mais expressivo nos preços”, informou o BTG.
O relatório é assinado pelos analistas Bruno Lima e Álvaro Frasson.
Preço do petróleo em 2023
Conforme os analistas do banco de investimentos, 2023 deve ser marcado pela manutenção do quadro de desequilíbrio entre oferta e demanda de petróleo. “Esse movimento suporta nossa visão altista para os preços”, disseram.
Em relação à guerra no Leste Europeu, os especialistas elencaram que com as sanções levantadas pela OTAN, a Rússia começou a reduzir o fluxo de gás para Europa, desde meados de maio de 2022, mas interrompendo o fluxo como represália (ex-período de manutenção, via pipeline GreifswaldOPAL e Nordstream) em setembro/2022. Trata-se da Organização do Tratado do Atlântico Norte, também chamada de NATO.
“Desde então vimos uma pressão nos preços do gás natural e uma corrida por fontes alternativas de energia por partes dos países para enfrentar o inverno. Em termos de estoque, a União Europeia está com 92% de capacidade de estoque sendo utilizada, abaixo do pico recente de 99%, mas 15p.p. acima do que seria usual para esse período do ano”, afirmaram.
“Dado nossas projeções de crescimento nos próximos trimestres (-0,4% no 4T22 e -0,3% no 1T22), entendemos que a evolução do consumo, sem racionamento, fará com que o nível atinja 36% no final do inverno, 9 p.p. abaixo do que o usual para o final de fevereiro (ou 49% caso tenhamos um racionamento de 15%), deixando a situação do cenário de gás difícil para o restante de 2023. A União Europeia chegou a um acordo sobre o teto do preço de gás natural a ser adotado a partir de fev/23, com limite de 180 EUR/MWh (ante 200 EUR/MWh inicialmente proposto), acima dos atuais 134 EUR/MWh e pouco abaixo do pico no ano de 308 EUR/MWh”, ressaltaram.

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