Economia
Raquel Virgínia fala sobre o empreendedorismo por mulheres LGBTQIAP+
Para Raquel, as dificuldades da mulher no ambiente coorporativo superam as dificuldades enfrentadas por homens. Saiba mais!
Raquel Virgínia é uma mulher trans, empresária e cofundadora de As Baías e a Cozinha Mineira. Ela também é CEO da Nhaí, que criou o evento Conta Aí, que reúne empreendedoras LGBTQIAP+.
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“Essa é a ideia do Conta Aí, daqui a alguns anos se tornar de fato um encontro que o mundo inteiro vai esperar porque vamos propor ao mundo inteiro inovação, isso é diversidade. As mulheres LGBTQUIAP+, as mulheres negras, PCDs, é isso que a gente pode propor, a gente pode propor muita inovação”, disse ela.
A ideia do Conta Aí surgiu depois de participar de diversos eventos onde os homens eram predominantes, então, decidiu procurar por profissionais como ela.
De acordo com Raquel, atualmente, elas já contam com dados de mais de 600 empreendedoras LGBTQIAP+ no Brasil, em diversos tipos de negócios e em níveis de evolução diferentes.
O importante destes dados, é que com eles foi possível criar um ambiente onde estas pessoas pudessem se encontrar para compreender que fazem parte de um mundo coorporativo.
Outra coisa que o levantamento destes dados possibilitou perceber que pessoas LGBTs preferem empreender no e-commerce, onde sentem-se mais confortáveis de colocar em prática suas ideias de negócio.
Para Raquel, as dificuldades da mulher no ambiente coorporativo superam as dificuldades enfrentadas por homens, pois além de todos os desafios comuns de negócio, ainda tem que lidar com os estigmas devido seu gênero.
Ela fala que o cenário também é diferente para mulheres LGBTQIAP+, e ainda para mulheres negras e PCDs. “As dificuldades são outras porque você precisa, além de ter a estratégia do empreendedorismo, incluir no seu plano de negócios como lidar com uma série de estigmas que tem no Brasil”, afirma Raquel.
No evento Universa Talks 2022, também foi debatido sobre a maternidade e o mercado de trabalho. Segundo Helen Andrade, que é head de diversidade e inclusão da Nestlé, a mulher ainda tem medo de dizer que quer engravidar ou, até mesmo, que já está gravida na entrevista de emprego. Segundo Helen, este é um processo que precisa ser naturalizado, pois todos nós nascemos de uma mulher.
Ela ainda contou sobre uma seleção onde uma mulher grávida de seis meses participou, que foi muito bem em todo processo e só contou sobre a gestação na entrevista, por medo que este fato atrapalhasse sua contratação. Ela foi contratada, pois era a melhor entre as candidatas.
“A carreira não se faz em seis meses de licença maternidade”, disse Helen. “Isso é um período e ela vai voltar, precisamos naturalizar isso”.

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