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“Reformas estruturais, e não os juros, devem ser o foco do crescimento econômico nacional”
Recado é do presidente do BC, Campos Neto, durante a Conferência anual da autoridade monetária, em São Paulo
“Em vez de discussões estéreis se a Selic (taxa básica de juros) deve subir ou descer, o foco do deve ser a promoção das reformas estruturais, que vão abaixar o juro neutro, em favor do crescimento estrutural da economia”.
A afirmação, em tom de desabafo, foi feita pelo presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, ao participar da Conferência Anual da autoridade monetária, nesta sexta-feira (19), em São Paulo.
“Nós falamos demais, gastamos muito tempo e é nosso trabalho no Brasil discutindo a taxa Selic, se vai subir, cair, o que vamos fazer. Mas, quando olhamos para além disso, precisamos nos focar nas reformas estruturais”, disparou.
Ao defender o atual regime de metas de inflação “que tem nos servido bem”, o dirigente enfatizou a necessidade de “perseverar em trazer à inflação à meta” – fixada em 3,25% para este ano, pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Retomando sua defesa da necessidade de manter, por enquanto, o atual ‘aperto monetário’, Campos Neto argumentou que “há uma desconexão entre o crédito e a expectativa de crescimento das economias”, acrescentando que, “no Brasil, com a Selic a 13,75% ao ano, o BC conseguiu desacelerar o crescimento do crédito de 13,5% para algo como 7,6%”. Segundo ele, no caso dos EUA, a elevação do juro para 5% pelo Fed (Federal Reserve, o bc ianque) “foi o suficiente para zerar o crescimento do crédito”.
Sobre o comportamento da inflação no país, o ‘xerife do real’ assinalou que os núcleos inflacionários “continuam muito altos” e “desaceleram lentamente, como em outros países”. Neste aspecto, ele ressaltou ‘a força do emprego’ e ‘do setor de serviços’ na inflação tupiniquim. “As pessoas parecem estar buscando mais experiências e menos bens, seja isso uma mudança de hábito ou não”, acrescentou.
Na oportunidade, ao chamar a atenção para a necessidade de “os BCs do mundo todo levarem em conta que o custo marginal das transferências bancárias vai zerar”, o presidente do BC destacou que as pessoas “não transferem mais dinheiro de um banco para outro, mas também para outros arranjos como fundos e carteiras digitais”.
Diante da velocidade atual do sistema financeiro, o dirigente admitiu a possibilidade de ocorrerem “corridas bancárias coletivas”, assim como propôs a “incorporação de efeitos de fenômenos climáticos extremos às políticas monetárias”.

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