Agronegócio
Risco de recessão nos EUA e fragilidade de demanda chinesa forçam queda do petróleo
Commodity recua 2%, com o tipo Brent indo US$ 80,77 o barril e o WTI, baixando para US$ 77,07
A preocupação de investidores com o risco de um novo ciclo recessivo nos Estados Unidos; o fortalecimento do dólar e a fragilidade da demanda chinesa pela commodity estão entre os fatores que contribuíram para o recuo de 2% do preço do petróleo no mercado internacional, nesta terça-feira (25).
Em consequência, o tipo Brent (referência internacional) recuou 2,4% ou uma redução de R$ 1,96, em que o preço do barril passou a custar US$ 80,77. Já o tipo WTI ‘encolheu’ 2,2%, menos R$ 1,69, indo a US$ 77,07 o barril. Na véspera (24), ambas as modalidades registraram elevação de 1%.
Reforça a apreensão com a desaceleração econômica ianque a queda, neste mês, da confiança do consumidor dos EUA à maior mínima em nove meses (101,3), após a divulgação da informação de que houve uma ‘fuga de depósitos’ superior a US$ 100 bilhões no banco regional First Republic. Segundo o analista do Price Futures Group, Phil Flynn, “parecia que os preços do petróleo iriam subir antes que velhas preocupações bancárias ressurgissem”.
Ao mesmo tempo, o dólar se fortaleceu, ante aos temores quanto a ganhos corporativos e com relação à economia global. O entendimento de analistas é de a moeda ianque age como elemento de pressão sobre o petróleo, que se torna mais ‘caro’ para os compradores., que possuem outras moedas.
De acordo com os especialistas da Wells Fargo, Tim Quinlan e Jeremiah Kohl, “nossa previsão antecipa um consumo resiliente eventualmente perdendo força no final deste ano, ajudando a levar a economia a uma recessão”.
Para reforçar os temores de nova recessão nos EUA, os mercados reduziram suas posições em ativos de risco, depois de a UPS (uma das maiores companhias de ramo logístico estadunidense) admitir a diminuição do volume de entregas, mediante a queda de 40% dos depósitos do First Republic Bank no primeiro trimestre deste ano (1T23).
Segundo o analista Edward Moya, da Oanda, “a menos que vejamos o apetite por risco retornar rapidamente a Wall Street, as coisas podem ficar mais feias para os preços do petróleo”, previu, ao assinalar que a maioria dos sinais em relação à commodity aponta para baixo”. Moya acrescentou, ainda, que “os investidores do setor de energia não estão ‘comprando essa queda’ até que tenham sinais claros de que a perspectiva não vai piorar mais”.

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